PANELA DE PRESSÃO!
Manjedoura do mais delicioso BRANCO FEIJÃO.
Desnudando um TOTEM FEMÍNEO.
Um MULHERÃO.
Setenta minutos de COCÇÃO.
278 dias de APORRINHAÇÃO.
Paio. Calabresa defumada. Bacon. COSTELA.
Não, é MENTIRA que Eva nasceu da costela de Adão.
Um SER HUMANO deste quilate NÃO poderia ser feito de MIM.
Sou HOMEM com AGÁ maiúsculo, sim.
Tão pequeno. Tão menor. Tão limitado.
Não, ELA não foi feita de MIM.
Sim, ELE foi feito PARA MIM.
FEIJÃO BRANCO.
A sinalizar aos ouvidos moucos, aos talentos poucos, aos horizontes roucos, que o BEM, se não vence o MAL, é inato.
Que cada um só dá o que tem, é FATO.
Branco, a cor da PAZ.
Há um olor diferente no ar.
No ar do SOLAR.
Da PAZ e do VENTO.
Por vezes, muito próxima da FERVEDURA, ao seu lado ME sento.
Minha MÃO, que cada GRÃO do branco FEIJÃO buscou açodada, se estende.
Contrita. ENVERGONHADA.
O fumegante e olente caldo parece-ME lavar a alma.
Ali sentados, respeitosa e verdadeiramente ligados, rogo-lhe CALMA.
Por que tanto fascínio por quaisquer FEIJÕES?
Seus grandes olhos umedecem. Janelas das emoções.
Menino carente, irrequieto, sequioso, edaz, romântico, tarado.
EU.
Menina doce, linda, generosa, artista, devotada, pia, braba, dengosa.
ELA.
Homem maduro, tranquilo, sequioso, edaz, romântico, tarado.
EU.
Mulher doce, linda, generosa, artista, devotada, pia, braba, dengosa.
ELA.
FEIJÃO BRANCO NA TIGELA.
Entre e-mails apócrifos, mensagens anônimas, telefonemas restritos, a PODRIDÃO.
Entre o ARROZ EMPAPADO, o AGRIÃO temperado, ELE, o FEIJÃO.
ANTA ROSA que come MERDA, sabe o CU que tem.
MULHER DIGNA, DECENTE, VALOROSA, sofre por isso também.
Fraco gosto, no passado.
BOM-APETITE, Meu BEM.
Ateu, CREIO que a TERRA é redonda.
Não, nem tudo que vai, vem.
Aqueles que praticam o BEM, concentram-se em específico assento desta RODA.
GIGANTE o prato que faço.
Tanto orgulho tenho do Nosso ESTÁVEL LAÇO.
Devoro as carnes fartas. A pele instigante. O bico.
Devoro o grudado - ADORO! - arroz, o ardente agrião e o FEIJÃO do prato com contornos de PICO.
OBRIGADO, CRISTIANE.
Pela parceria. Pela VADIA. Pela dedicação. Pelo TESÃO.
Pela roupa lavada. Pela palavra empenhada. Pela HONROSA e DISTINTIVA amalgamação.
E PELO FEIJÃO.
Pela lealdade. Pela MATERNIDADE. Pela INDECÊNCIA.
Pela competência. Pela dependência. Pela OBEDIÊNCIA.
Pela inteligência. Pela GESTÃO.
E PELO FEIJÃO.
A panela de pressão segue a nos cercar.
VAZIA. IMUNDA. SEM ALMA. SEM BUNDA.
Na cozinha.
SOZINHA.
Estendo-lhe, Cristiane Andrade, uma vez mais, a MINHA MÃO.
Para acarinhar e apoiar a sua.
Tortinha, dorida, NUA.
E beijá-la.
Tomado pelo mais ufano ORGULHO.
Minha CRISTIANE - sou HOMEM DE POSSES - não faz barulho.
Não CHIA.
Não AMEAÇA.
Não CALUNIA.
Minha CRISTIANE - sou HOMEM DE POSSES - na cama, na mesa ou na pia, dá show.
É pura GRAÇA.
RAÇA.
LOUÇANIA.
A paciência é a ALMA da boa GASTRONOMIA.
Um passo por vez.Para frente. TODO DIA.
Um interminável BEIJO, MAD MARIA!
Que FEIJÃO!
MULHERÃO!
O tempero da Minha consorte COM SORTE, é FORTE.
QUE SORTE!
Nenhum comentário:
Postar um comentário