sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

TOSTANDO AO SOL!

Não há mais como negar.
Trás quase CINQUENTA E UM ANOS de existência - perfaço daqui a CINQUENTA E UM dias -, a glória maior.
ESTOU NEGRO!
Sim, ainda há partes em Minha cada vez mais enxuta carcaça que insistem em permanecer brancas.
NADA é perfeito.
O DIABETES MELITO trouxe-ME um sem-número de ensinamentos, tormentos e transformações.
Tons e sobretons de um inesperado, temido e gigantesco desafio.
No dia em que alcanço, durante a digital medição matinal - CENTO E UM -, o mais baixo índice glicêmico desde que a guerra começou, já no longínquo e NEFANDO 16 DE AGOSTO DE 2013, há mesmo MUITO a celebrar.
Emagreci.
Diria mais. Fiz um PARTO de MIM mesmo.
Alguns e, com riqueza de detalhes, ALGUMAS, viram. Estas sentiram o peso, também. 
Cheguei a vexatórios CENTO E VINTE E NOVE quilos no pico da imbecilidade.
Bastantes ARROBAS!
Na balança, ainda há pouco, OITENTA E SETE. Cravados. 
GRAVADOS!
Além do ADELGAÇAMENTO, após o DIABETES TIPO 2, EU como melhor.
CONSIDERAVELMENTE melhor.
E, para absoluto rejúbilo deste ANOSO e MAZELENTO delegado, EU estou ASSAZ bronzeado.
NEGRO!
Caminhando pelas praias do ITARARÉ e do JOSÉ MENINO, neste tarde ESTIVAL, sob um calor digno do SENEGAL, em ritmo de CAMPEONATO MUNDIAL, senti-ME bem.
MUITO BEM!
Tão bem que julgo haver influenciado a simpática gari vicentina, DOCE senhora que, a despeito do tórrido clima, executava com louvável denodo o seu nobre mister de recolher, como se SÍSIFO fora, as algas que se amontoavam pelas areias.
Ela, que diariamente responde calorosamente - com o perdão da cacofonia e do trocadilho - aos Meus cumprimentos com um agradabilíssimo, porém contido, boa-tarde, nesta tarde - adoro ANÁFORAS! - superou-se.
Tão logo pousou seu maduro e acolhedor olhar sobre MIM, lançou-ME uma generosa e inolvidável pérola.
"Tu tá preto, minínu!"
Os Meus olhos, incontinente, umedeceram.
E Meus ouvidos, ato seguinte, festejaram.
"I magrínhu!"
Quão POÉTICAS palavras.
Quão DULCÍFEROS carinhos.
Quão TOCANTE manifestação.
Agradeci-lhe a NÍMIA gentileza e, quiçá no afã de esconder as lágrimas, acelerei ainda mais o passo.
Naturalmente, com o PEITO inflado.
E o queixo bem mais ERGUIDO.
Afinal, mesmo que DIABÉTICO, velho, pobre e no OSTRACISMO, logrei EU, já no OCASO da vida, esse DISTINTIVO privilégio.
A ANTA ROSA agora é PRETA.
PAULO DELLA ROSA.
Hoje um nome, amanhã uma LENDA!
Que Minha história seja contada e cantada em VERSO E PROSA.
Que TODOS falem do menino branquelo de ALMA NEGRA que cresceu.
E se tornou, mercê da pujança do ASTRO REI, um NEGRO.
NEGRO DE ALMA NEGRA!
Para ORGULHO Meu.

CORNO NO FORNO!

COM TRIPLA QUEBRA DE RECORDE!
REPTO baseado no projeto PAI DA NOIVA do sofrível MAIS VOCÊ e MENOS NEURÔNIOS da Ana Maria Braga.
O protagonista, em vez de LOURO e JOSÉ, é MORENO, ANTA e ROSA!
Hei de DERRETER as gordurinhas. E VENCER o DIABETE tipo 2. 
Dados iniciais colhidos na presença – e sob o testemunho juramentado – da consorte COM SORTE, Cristiane Andrade, e de Maria de Lourdes dos Santos, na delicada condição de MÃE do MAZELENTO, em 16 de AGOSTO de 2013.
PESO: 105,8 kg. BARRIGA: 115 cm. GLICEMIA: 429.
Manhã de 31 de JANEIRO de 2014. CENTÉSIMO SEXAGÉSIMO NONO DIA.
PESO: 87,0 kg. BARRIGA: 99 cm. GLICEMIA: 101.
RECORDES QUEBRADOS EM CASCATA! Sem cascata, com o perdão do trocadilho!
O PESO! OITENTA E SETE QUILOS! 87,0! Impactante! EMOCIONANTE!
A CINTURA. Em 99. NOVENTA E NOVE centímetros. Que BELEZA! ATEU empedernido, ponho FÉ nos ABDOMINAIS. Aos ANAIS! 
A TAXA DE AÇÚCAR NO SANGUE em 101. CENTO E UM! Sim, tomados pelas LÁGRIMAS, esse foi o número que os Meus INCRÉUS olhos viram na aterradora e digital máquina!
PARABÉNS, velhinho.
Parabéns, PAULINHO!
A SANHA continua. Todo dia. O dia todo. Com perseverança. Resiliência. E BOM HUMOR!
TODO CASTIGO PRA CORNO É POUCO!
Exercícios de TUAREGUE.
FOME de louco.
Ao projeto, ENTREGUE!

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

POUCAS E INSPIRADORAS PALAVRAS!

DUAS FRASES!
"Um país se faz com homens e livros.", afirmou o onissapiente e genial MONTEIRO LOBATO.
Vê-lo no seu primeiro dia na escola, PEDRO, Meu AMIGÃO, encheu-ME de esperanças de um BRASIL melhor. Saibam, Daniela Thompson e Peter Thompson, que a imagem é inolvidável. Num jargão dos Meus tempos, O MAIOR BARATO!

FALE, POETA!

CARINHOS deste HOMEM IMPROVÁVEL!
“TUDO DE NÓS!
Seu.
Respeito.
Meu.
Direito.
Nosso.
Pode.
Nosso.
Posso.
Sua.
Cessão.
Minha.
Aceitação.
Nossa.
Festa.
Nossa.
Troça.
Seu.
Só seu.
Feneceu.
Sua.
Só sua.
Perua.
Nossa!
Nosso.
Meu.
Só meu.
Esqueceu?
Minha.
Só minha.
Rainha.
Nossa!
Nosso.
Nosso.
Nossa.
A voz.
O cós.
Nossa.
Nosso.
A pós.
O pós.
Noz.
Nós.
Nosso.
Nossa.
Seu e meu.
Meu e seu.
Seu.
Meu.”
Aos que sabem dar valor.

POUCAS E LAMENTÁVEIS PALAVRAS!

DUAS FRASES!
"Negros ganham, em média, pouco mais da metade do que brancos.", diz o IMPACTANTE lide do UOL.
Com incontido orgulho e absolutamente envergonhado e revoltado com tais OPRÓBRIOS inter-raciais, reafirmo o que de há muito prego. Meu TOTAL APOIO às COTAS RACIAIS!

RINDO DE MIM!

Homem IMPROVÁVEL.
Histriônico DELEGADO!
Noite de QUARTA-FEIRA.
Afogadiça alcova do SOLAR DA PAZ E DO VENTO.
Ar-condicionado DESLIGADO.
Televisor DESLIGADO.
Todas as atenções e tensões voltadas para o RÁDIO.
Por quê?
O mais óbvio dos porquês.
TODO CASTIGO PRA CORNO É POUCO!
NÃO tenho dinheiro. Aliás, o DINHEIRO e EU entramos em rota de colisão. Ainda mais renhida do que o FUTEBOL e o TIMÃO!
Portanto, SUAR e CHORAR já ME parece um familiar binômio.
Quanta falta fazem uns tantos e bons neurônios!
NÃO sou assinante do PAY-PER-VIEW. Na realidade, NÃO sou assinante de quase nada, face a Minha condição financeira. O que ME obriga a aceitar as escolhas da emissora todo-poderosa no que tange ao esporte bretão.
Ou, CORINTIANO FANÁTICO que sou, apartar-ME da televisão.
Assim o fiz.
Confesso que a transmissão radiofônica tem lá os seus encantos.
Tudo parece mais intenso. Real. Flamante.
Tanto pior.
O Santos Futebol Clube, com ou sem o FARAÔNICO dinheiro do Neymar Jr, resolveu levar aos píncaros o Meu índice glicêmico.
Que CHOCOLATE!
Ainda agora, na manhã seguinte, reverberam os gritos de GOL que por BASTANTES vezes explodiram no praticamente inoperante cérebro deste ANOSO e MAZELENTO ouvinte.
O CORÍNTIÃS foi massacrado.
E EU, uma vez mais, PAGUEI o PATO!
Como TODO CORNO, sem nem o ter comido!
Afirmam que FUTEBOL é RELIGIÃO!
Que seja.
Socorrer-ME-ei das MÍTICAS conjuras dos PIOS neste TRAGICÔMICO momento.
Seu deus – com o perdão do trocadilho – NÃO quis.
E a julgar pelo que vi – leia-se OUVI -, os jogadores do Meu amado SPORT CLUB CORINTHIANS PAULISTA também não.
O futuro?
Algo EU juro.
Seguirei torcendo. Espero que com o privilégio da imagem.
SER POBRE. E ainda levar um “SAPECA-IAIÁ” desta magnitude, é MUITA SACANAGEM!
Sorria.
Apesar do GERENTE DO BANCO!

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

POUCAS E TRANQUILIZADORAS PALAVRAS!

DUAS FRASES!
Meu PÚBLICO reconhecimento à psicóloga Sandra Monice. E ao LIDE do UOL. NÃO a conheço. Já lhes agradeço.
"Passado do seu par não deve ter mais peso que o presente.", afirmou a experta. TUDO o que este DELEGADO CAFAJESTE e agora muito mais LEVE queria ler. Uma vez que haver contado MULHERES aos MILHARES é sempre uma FERIDA ABERTA!

FALE, POETA! TRIBUTO À ILHA URUBUQUEÇABA!

CARINHOS deste HOMEM IMPROVÁVEL!
“UMA ATI PARA TI!
Verde.
Imponentemente verde.
Adoro ver-te.
Cada dia uma novidade.
Perenemente uma beldade.
Cosmopolita, fiz-ME ilhéu.
Esteta, de amor eterno fizeste-ME réu.
O astro rei a te banhar as costas.
Ousado, creio que de MIM um pouco gostas.
Afinal, haja contemplação.
Haja adoração.
Sedução.
Ponto de convergência.
Luxúria e inocência.
Força e mansidão.
Olvidar-te? NÃO!
Sou teu servo.
Teu atalaia.
Desejo ardentemente que sejas a Minha aia.
Sabedor que és rainha.
Minha!
Neste fim de tarde, uma surpresa.
Que beleza.
Voando em tua direção.
Abençoada rota.
Uma linda e alvíssima gaivota.
Como num ritual de celebração.
Como a te beijar as rupestres mãos.
Avoa, gaivota. Plaina, inebriante ati.
Tu também sabes o porquê da coroa.
Tu também sabes o porquê do reinado.
Por ti, MINHA ILHA, tudo voa.
Todos, MINHA ILHA, querem estar a teu lado.
Tu és a deusa do fascínio.
Tu és a musa maior.
Teu nome é poesia.
Tuas formas, pura magia.
Teu hino, o marulho.
Mergulho.
E com as vistas molhadas, embevecido, ouso.
Exatamente no momento que a gaivota em ti faz o pouso.
É encanto que não acaba.
URUBUQUEÇABA.
Ouso, sim. Ouso, assim.
Voa até MIM.
Avoa, Minha amada.
Vem ME fazer feliz.
VEM, Minha ETERNA NAMORADA!”
Aos que sabem dar valor.

CORNO NO FORNO!

REPTO baseado no projeto PAI DA NOIVA do sofrível MAIS VOCÊ e MENOS NEURÔNIOS da Ana Maria Braga.
O protagonista, em vez de LOURO e JOSÉ, é MORENO, ANTA e ROSA!
Hei de DERRETER as gordurinhas. E VENCER o DIABETE tipo 2.
Dados iniciais colhidos na presença – e sob o testemunho juramentado – da consorte COM SORTE, Cristiane Andrade, e de Maria de Lourdes dos Santos, na delicada condição de MÃE do MAZELENTO, em 16 de AGOSTO de 2013.
PESO: 105,8 kg. BARRIGA: 115 cm. GLICEMIA: 429.
Manhã de 29 de JANEIRO de 2014. CENTÉSIMO SEXAGÉSIMO SÉTIMO DIA.
PESO: 87,7 kg. BARRIGA: 100 cm. GLICEMIA: 111.
O PESO! Que MARAVILHA! Pela SEGUNDA vez, abaixo de OITENTA E OITO. Exatamente como da outra, 87,7!
A CINTURA. Em 100. Na verdade, NOVENTA E NOVE E MEIO centímetros. Seguem na casa de SEISCENTOS os ABDOMINAIS!
A TAXA DE AÇÚCAR NO SANGUE em 111. CENTO E ONZE! Também pela vez SEGUNDA, a MENOR taxa até então. Celebremos!
TODO CASTIGO PRA CORNO É POUCO!
Exercícios de TUAREGUE.
FOME de louco.
Ao projeto, ENTREGUE!

FALE, POETA!

CARINHOS deste HOMEM IMPROVÁVEL!
“ARDENTE COMOÇÃO!
Estranha sensação.
De sumiço do ar.
De bastantes incertezas.
Efeitos da estação?
Não chove lá fora.
Aliás, parece que não mais irá chover.
E que o termômetro jamais voltará a cair.
Evapora a única lágrima que este velho chora.
Tangível sufoco.
Desnorteante contexto.
A boca silente resseca.
Foi-se toda a água do coco.
Brisa marinha.
Outrora incensada em verso e prosa.
Por que ME deixaste?
Logo tu, tão Minha.
É verão. Ritmo de festa. No compasso do amor.
Frases feitas. Falácias. Perdoe-ME quem as faz.
NÃO há hiato. Nem calmaria. Nem sazão.
Ser humano é sofrer. Qualquer tempo é de dor!”
Aos que sabem dar valor.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

POUCAS E DEGRADANTES PALAVRAS!

DUAS FRASES!
Retrato fiel da Minha inarredável e acachapante decadência.
Houve o tempo do CU DA MULHERADA. Hoje, limito-ME ao SUDOKU e às PALAVRAS CRUZADAS.

POUCAS E PLANGENTES PALAVRAS!

DUAS FRASES!
Saudade dos ORIGINAIS DO SAMBA!
Naquele tempo, o RIO DE JANEIRO era a essência da alegria. Hoje em dia, ACORDA COM A CAÇAMBA!

POUCAS E TORTURANTES PALAVRAS!

DUAS FRASES!
DELÍQUIOS ou INSOLVÊNCIA? Eis a questão!
Ligar ou não o AR-CONDICIONADO incita devaneios filosóficos na casa deste POBRETÃO!

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

POUCAS E VERAZES PALAVRAS!

DUAS FRASES!
MULHER é bom demais, afirma este ANOSO e MAZELENTO e HEDONISTA e INSOLVENTE delegado.
Porém, SEM SOMBRA DE DÚVIDA, há algo muito melhor. AR-CONDICIONADO!

POUCAS E ARDIDAS PALAVRAS!

DUAS FRASES!
A Beyoncé vai ao GRAMMY com DEZ MILHÕES DE DÓLARES em DIAMANTES.
EU, vivo comendo GRAMA, não vou à lugar algum, e ainda, devido a ESPARTANA dieta hipoglicêmica, tenho o CU e as contas FUMIFLAMANTES!

POUCAS E BROCHANTES PALAVRAS!

DUAS FRASES!
Anoso, falido, mazelento e SEM SONO, isto era tudo que EU sempre quis para MIM.
Na cama, a consorte COM SORTE, Cristiane Andrade, RONCANDO. Na poltrona ao lado, YGHOR BHORIS ANDRADE DELLA ROSA, o FILHO-CÃO, ROSNANDO. É o FIM!

POUCAS E DECISÓRIAS PALAVRAS!

DUAS FRASES!
Justiça versus liberdade. Milenar dualidade. BBB 14, eis a questão.
A Bella e o fera. O jogo é à vera. Dançou o xote a chata. Venceu o PELADÃO!

domingo, 26 de janeiro de 2014

POUCAS E DELICIOSAS PALAVRAS!

DUAS FRASES!
Dia de muito sol. De praia. De preguiça. De BIG BROTHER BRASIL. De atos libidinosos.
De PIZZA de muçarela e atum. Lugar-comum. Em família. DOMINGÃO dos mais gostosos!

FALE, POETA!

TRIBUTO AO MEU MELHOR AMIGO!
CARINHOS deste HOMEM IMPROVÁVEL!
“DUAS METADES!
Meia-volta.
Volta e meia.
Meia-luz.
Meia de seda.
Meia-volta.
Volta e meia.
Meia-água.
Meia-direita.
Meia-volta.
Volta e meia.
Meia-idade.
Meia-língua.
Meia-volta.
Volta e meia.
Meia-manga.
Meia-morada.
Meia-volta.
Volta e meia.
Meia-pataca.
Meia-sola.
Meia-volta.
Volta e meia.
Meia-vida.
Meia-tigela.
Meia-volta. Volta e meia.
YGHOR BHORIS, FILHO-CÃO. Minha metade.
Sem meias-palavras.
Adora MEIAS!”
Aos que sabem dar valor.

FALE, POETA! EDIÇÃO ESPECIAL PELO ANIVERSÁRIO DE SANTOS!

CARINHOS deste HOMEM IMPROVÁVEL!
“VELINHAS ACESAS!
EU não sou daqui.
Mas lhe tenho amor.
Pelo gigantesco porto.
Pelo inesquecível Torto.
EU não sou daqui.
Mas lhe tenho amor.
Por dar à luz GIULLIA, Minha rainha.
Pela simpática Portuguesinha.
EU não sou daqui.
Mas lhe tenho amor.
Pelo impactante aquário.
Pelo aprazível orquidário.
EU não sou daqui.
Mas lhe tenho amor.
Pelo Monte Serrat.
Pelo sol que nunca acabará.
EU não sou daqui.
Mas lhe tenho amor.
Pelas deliciosas praias.
Pelas, ao time da vila, efusivas vaias.
EU não sou daqui.
Mas lhe tenho amor.
Pelo emissário submarino.
Pelos Meus tempos de menino.
EU não sou daqui.
Mas lhe tenho amor.
Pela CASA AMARELA.
Por ser assim tão bela.
EU não sou daqui.
Mas lhe tenho amor.
Pelo inebriante jardim.
Pelas histórias sem fim.
EU não sou daqui.
Mas lhe tenho amor.
Pela Santa Casa, ninho da Minha CRISTIANE.
Por permitir que tanta gente ME ame.
EU não sou daqui.
Mas lhe tenho amor.
Pelos bastantes canais.
Pelos encantos anais.
EU não sou daqui.
Mas lhe tenho amor.
Pelas simbólicas muretas.
Pelas bronzeadas tetas.
EU não sou daqui.
Mas lhe tenho amor.
Por PIETRA VALLENTINA, Minha neta.
Pelo repouso das Minhas cinzas. Derradeira meta.
EU não sou daqui.
Mas lhe tenho amor.
Contudo, NÃO se enganem. Meu coração é CORINTIANO.
Paulistas, na maioria somos. EU, um vaidoso paulistano.
EU não sou daqui.
Mas lhe tenho amor.
Terra abençoada que ME acolheu.
Ora dona deste coração ATEU.
EU não sou daqui.
Mas lhe tenho amor.
Você, TERRA DOS ANDRADAS, é a Minha cidade.
Parabéns, SANTOS! Há 468 anos distribuindo felicidade.”
Aos que sabem dar valor.

sábado, 25 de janeiro de 2014

POUCAS E SOFRIDAS PALAVRAS!

DUAS FRASES!
A consorte COM SORTE, Cristiane Andrade, às voltas com a tal VIROSE.
EU, membro MENOR da escravocracia familiar, fui à feira. Com a responsabilidade de carregar FLORES, compras, FILHO-CÃO e carrinho. Tudo isso, PAGANDO. E sozinho. É DOSE!

POUCAS E RECONHECIDAS PALAVRAS!

DUAS FRASES!
Se dez vidas EU tivesse, tão somente um pedido faria.
Nascer de novo na cidade de SÃO PAULO. Parabéns, Minha PAULICEIA DESVAIRADA, por Seu dia.

CORNO NO FORNO!

EM DIA DE NOVA QUEBRA DE RECORDE!
REPTO baseado no projeto PAI DA NOIVA do sofrível MAIS VOCÊ e MENOS NEURÔNIOS da Ana Maria Braga.
O protagonista, em vez de LOURO e JOSÉ, é MORENO, ANTA e ROSA!
Hei de DERRETER as gordurinhas. E VENCER o DIABETE tipo 2.
Dados iniciais colhidos na presença – e sob o testemunho juramentado – da consorte COM SORTE, Cristiane Andrade, e de Maria de Lourdes dos Santos, na delicada condição de MÃE do MAZELENTO, em 16 de AGOSTO de 2013.
PESO: 105,8 kg. BARRIGA: 115 cm. GLICEMIA: 429.
Manhã de 25 de JANEIRO de 2014. CENTÉSIMO SEXAGÉSIMO TERCEIRO DIA.
PESO: 88,5 kg. BARRIGA: 99 cm. GLICEMIA: 119.
O PESO! Começo a crer – ODEIO esses verbos! – que a casa dos OITENTA E OITO veio para ficar! Aos 82, velhinho sem-vergonha!
A CINTURA. Em 99. RECORDE! NOVENTA E NOVE centímetros de cintura. Que GOSTOSURA! Quem diria. Aos 92, delegado tarado!
A TAXA DE AÇÚCAR NO SANGUE em 119. SEIS a mais que ontem. TREZENTOS E DEZ A MENOS de quando do NEFANDO diagnóstico da AFECÇÃO PANCREÁTICA.
Segue a batalha deste SÁDICO e DOMINADOR canalha!
TODO CASTIGO PRA CORNO É POUCO!
Exercícios de TUAREGUE.
FOME de louco.
Ao projeto, ENTREGUE!

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

CORNO NO FORNO!

REPTO baseado no projeto PAI DA NOIVA do sofrível MAIS VOCÊ e MENOS NEURÔNIOS da Ana Maria Braga.
O protagonista, em vez de LOURO e JOSÉ, é MORENO, ANTA e ROSA!
Hei de DERRETER as gordurinhas. E VENCER o DIABETE tipo 2. 
Dados iniciais colhidos na presença – e sob o testemunho juramentado – da consorte COM SORTE, Cristiane Andrade, e de Maria de Lourdes dos Santos, na delicada condição de MÃE do MAZELENTO, em 16 de AGOSTO de 2013.
PESO: 105,8 kg. BARRIGA: 115 cm. GLICEMIA: 429.
Manhã de 24 de JANEIRO de 2014. CENTÉSIMO SEXAGÉSIMO SEGUNDO DIA.
PESO: 88,1 kg. BARRIGA: 101 cm. GLICEMIA: 113.
O PESO! Que BELEZA. 88,1! O velhinho está cada dia mais MAGRINHO! 
A CINTURA. Em 101. Sem a TRADICIONAL e MATINAL cagada. O que ME traz duas certezas. O sofrimento com os ABDOMINAIS – na casa dos SEISCENTOS! – vale a pena. E a VONTADE DE PEIDAR NÃO é pequena. 
A TAXA DE AÇÚCAR NO SANGUE novamente em 113. Festejemos. A medicação. Os esforços. E a ÁGUA DE QUIABO todas as manhãs a encharcar o Meu DIABÉTICO RABO!
Valeu, PAULINHO!
TODO CASTIGO PRA CORNO É POUCO!
Exercícios de TUAREGUE.
FOME de louco.
Ao projeto, ENTREGUE!

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

RETUMBANTE FRACASSO!

Perfaço, neste exato momento, CENTO E SESSENTA E UM DIAS da ciência do mais nefando acontecimento da Minha existência desde a morte do Meu SAUDOSO PAI, o verdadeiro PAULO DELLA ROSA.
Tal desventura deu-se há QUARENTA E UM ANOS e DEZ DIAS.
Sim, já se passaram 161 longos dias desde 16 de agosto de 2013, data do impactante diagnóstico do DIABETES TIPO 2.
Há 41 anos, perdi o chão.
O pão.
O melhor amigo. Meu super-herói. Meu guardião.
E, corolário, o NORTE.
Há 161 dias, desquitei-ME da sofreguidão.
Do pão.
Dos chocolates, das coca-colas e dos quindins.
E, corolário, da ERRÔNEA certeza de que EU era FORTE.
DIABETES MELITO.
PAPAI.
Quanta falta o senhor ME faz.
Sempre fez. E sempre fará.
Como tantas e tantas vezes durante esses plangentes últimos QUARENTA E UM ANOS E DEZ DIAS, queria por demais CHORAR no seu colo.
Um choro interminável. Um pranto restabelecedor.
Como as águas de março.
Águas de dor.
E de AMOR.
Como tantas e tantas vezes durante esses draconianos CENTO E SESSENTA E UM DIAS, queria por demais ME fartar dos seus conselhos.
Sentado sobre os seus joelhos.
Como nas noites de Minha longínqua infância.
Para falar da Minha dor.
E do Meu AMOR.
Travo uma renhida batalha em contra dessa AFECÇÃO PANCREÁTICA. Uma silente e permanente guerra com as Minhas entranhas. Os Meus pendores. As Minhas vontades.
O DIABETES prova-se combativo. Competitivo. Nocivo. E vivo.
E ao pelejar com ele nessa batalha sem trégua, incontinente sou invadido pela RECIDIVA e ACACHAPANTE lembrança de outra - e ainda mais letal - renhida batalha que travo em contra das SAUDADES que tenho de uma FIGURA EMBLEMÁTICA.
Que se prova INVENCÍVEL. TANGÍVEL. INESQUECÍVEL.
E que, não obstante morta, a cada momento parece mais VIVA.
PAULO DELLA ROSA. O pai. MEU PAI.
Sinto-ME fraco. Frente ao repto.
Sinto-ME impotente - aproveitem, BILTRES, e elejam a acepção dos seus sonhos para o vocábulo - frente aos imperiosos reclamos de tão pujantes vicissitudes.
Sinto-ME só. 
Os que asseguram que ninguém é insubstituível NÃO houveram ainda que se defrontar com o VAZIO que a ausência da figura PATERNA encerra.
As lágrimas - quem ME conhece o sabe - são-ME frequentes companheiras.
Costumo brincar que choro até em inauguração de posto de gasolina. E nem carro possuo!
Hoje, contudo, absolutamente secos estão os Meus DIABÉTICOS olhos.
A DOR, hoje, é assaz profunda.
Sonhei com chocolate.
Um sonho ARRASADORAMENTE real.
CHOCOLATE BRANCO, PAPAI.
Daquele SUÍÇO.
Que no fim dos anos 1960 e começo dos anos 1970, somente era encontrado naquela padaria CHIQUE na Rua Alfonso Bovero, a uma quadra da Avenida Pompeia - que naquele tempo levava acento -, na Nossa PAULICEIA - que também levava acento - DESVAIRADA.
O chocolate branco que o SENHOR, toda quinta-feira à noite, entregava, com um ritual de afeto e cumplicidade, ao seu "PAULUCHO"
O menino que o SENHOR dizia que seria o PRESIDENTE!
Não, AMADO PAPAI.
Não fui - e JAMAIS o serei - o PRESIDENTE.
Nem o AMOR e muito provavelmente os VOTOS dos Meus filhos tive.
Tenho. Terei. Ou, no caso, teria.
Sou um PAULO DELLA ROSA menor.
Mais FEIO. Mais INSOSSO. Mais FRÁGIL.
Menos CHARMOSO. Menos RELUZENTE. Muito menos COMPETENTE.
Talvez exatamente por isso sigo VIVENDO.
Ate agora, já são SETE ANOS a mais do que o período que a LEI DAS PROBABILIDADES reservou-lhe.
Só encontro uma justificação plausível para essa lancinante peça que a vida Nos pregou.
O DIABETES ensinou-ME algumas lições.
A maior delas, indiscutivelmente, foi a importância da DETERMINAÇÃO.
E, neste LUZIDIO conceito, mora a explicação.
Para que EU chegue aos Seus pés, necessitarei de pelos DUAS VEZES mais TEMPO.
E uma invulgar ajuda do VENTO.
Sou, de fato, um retumbante fracasso.
Em Minha defesa, faço uso de um ensinamento do SENHOR.
Que ME mitiga a imensa dor.
Que ME auxilia com a glicemia.
Que ME aproxima de PAULO DELLA ROSA.
DIABÉTICO ou não, só se chega ao lugar desejado DEPOIS de se ter a CORAGEM de dar o PRIMEIRO PASSO.
NÃO sei quanto tempo mais viverei.
Por todo esse tempo, PAPAI, EU LHE AMAREI!

POUCAS E DESESPERADAS PALAVRAS!

DUAS FRASES!
Saibam todos. Ser DIABÉTICO é uma BOSTA. No peito, uma ardente clava.
Especialmente se de CHOCOLATE, tanto quanto EU, você gosta. Ou melhor, GOSTAVA!

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

POUCAS E INSOSSAS PALAVRAS!

DUAS FRASES!
Puta que ME pariu, DIABÉTICO ou não, isto é TRISTE. E científico.
Sanduíche de PÃO INTEGRAL com QUEIJO FRESCAL NÃO é um MCNÍFICO!

POUCAS E METROSSEXUAIS PALAVRAS!

DUAS FRASES!
SANTA diversidade! Abençoado BBB! CAFAJESTES, como EU, serão extintos.
As MULHERES já NÃO querem saber de PIÇAS. E os homens, NÃO vivem mais sem PINÇAS!

DELEGADO TARADO!

A CENTRAL DELLA ROSA DE LIBIDINAGEM, em absoluta consonância com os cânones do NIILISMO, dá uma robusta mostra de que nem só de LUBRICIDADE e IMPUDICÍCIA vive o Meu CAFAJESTISMO.
EU, realmente, NÃO valho nada.
Outrossim, para coisa alguma serve o HÍMEN.
Pragmático e ATEU , concito-as, DELLAROSETES, EX-DELLAROSETES e - sempre as MELHORES! - FUTURAS DELLAROSETES, a saberem de qual tipo é o seu.
Seja ela de que tipo for, LIVREM-SE dessa INÚTIL membrana SEM terminações nervosas. 
Portanto, NÃO dói. Sim, NÃO dói, diferentemente do que SÓI dizer a moçoila para o incauto e INCULTO dono do agente rompedor, se é que vocês ME entendem.
Hímen ANULAR, o mais comum. Quase um bumbum.
Hímen SEPTADO, o que tem uma pele no meio do furo. Resistente. E chato pra burro.
Hímen COMPLACENTE. Gente boa. Por isso, fica mais tempo na casa.
Hímen CRIBIFORME. Todo furadinho. Danado de resistente. Um pentelinho!
E, finalmente, o GRANDE vilão.
Hímen IMPERFURADO. Retém até MENSTRUAÇÃO! Bisturi nesse VIADO!
Em caso de permanecerem quaisquer dúvidas, NÃO se acanhem.
Pode ser até que vocês um pouco APANHEM, pois SÁDICO e DOMINADOR EU sou.
Tudo, natural e obviamente, SE consentido.
Destruidor de lares e de HÍMENES, posso até ser TARADO, mas no assunto sou um SABIDO.
Entrem em contato correndo.
De preferência, com os líquidos vaginas já ESCORRENDO.
Com este SAFADO, ANOSO, BEM-HUMORADO e MAZELENTO DELEGADO!

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

RINDO DE MIM!

Homem IMPROVÁVEL.
Histriônico DELEGADO!
Senegalesca tarde desta TERÇA-FEIRA.
Praça Coronel Lopes. A eterna PRAÇA DO CORREIO, em São Vicente. Endereço de dois AMADOS e SAUDOSOS espaços da Minha juventude.
O GRUPÃO.
E o TUMIARU.
A companhia, absolutamente indizível.
Tão especial, que torna o dia QUASE aprazível.
Yuri Faria!
E EU, o TIO BABÃO, a ANTA ROSA, tão CORUJA e mítica, que faria qualquer UNICÓRNIO sentir-se um vira-lata.
Num momento de INVULGAR PERDULARISMO, que se leia inconsequência com – ADORO ANÁFORAS e ANTÍTESES - inimagináveis consequências para o Meu já roto orçamento, havia decidido, logo após voltarmos da praia, por Nos regalar.
Na lata acepção que o verbo enseja.
Qual seja, um passeio e uns presentes.
Para ele, um BONÉ.
Confesso que achei o tal adereço elegido pelo ADOLESCENTE assaz estranho.
HÓRRIDO, diria EU.
Meu SOBRINHO-FILHO, com a doçura e a placidez que lhe são peculiares, limitou-se a um manso ESGAR ante a Minha veemente e audível reprovação.
Como todo VELHO, sou IDIOTA.
Comprei o que ELE quis.
E ME senti feliz.
Dando prosseguimento à faina, enfim encontro o que há tanto procuro.
ÓCULOS ESCUROS AMARELOS!
AMARELO-OURO, quiçá para minimizar a precariedade do Meu tesouro.
AMARELO. De um amarelo realmente MAGNIFICENTE.
Saco os derradeiros DEZ REAIS do PORTA-NÍQUEIS – apesar de vazia, a Minha carteira é METIDA! – e ME faço proprietário da MARAVILHA.
ENORMES óculos escuros de uma insofismável AMARELIDÃO.
Incontinente, visto o mais novo e extravagante e amarelecido dos Meus petrechos e, esquecendo-ME do que EU lhe dissera há pouco acerca do tal BONETE, acerco-ME – com o perdão do trocadilho – do Meu SOBRINHO-FILHO, agora de boné HORROROSO na cabeça, e lhe pergunto, embevecido:
- Filho, fiquei bem com estes óculos?
Segundos de sepulcral silêncio.
E um ACACHAPANTE revide.
- TIO, você está VELHO DEMAIS para usar isso!
Ainda atônito, com o coração e a dignidade em farrapos, restou-ME forças para ouvir o derradeiro e letal golpe de PARCÍSSIMA misericórdia.
– NÃO tá parecendo com NA –A – DA!
Ainda reverberam as inverossímeis e pouco ortodoxas TRÊS SÍLABAS da palavra NADA em Minha ora atordoada e sempre limitada mente.
Paulo que sou, optei por plagiar o xará VANZOLINI.
Voltar pra casa abatido. Desencantado da vida.
Roxo de vergonha.
Com o vermelho das finanças em tom mais evidente.
E com os olhos umedecidos.
Por trás dos FULGURANTES ÓCULOS ESCUROS AMARELOS!
Sorria.
Apesar do GERENTE DO BANCO!

FALE, POETA!

CARINHOS deste HOMEM IMPROVÁVEL!
“SOMBRA E LUZ!
De alegria, quase morro.
Dormir? Como? Para quê?
Momentos de inebriante festa.
O menino e o cachorro.
Afilhado. Sobrinho. Filho.
Cão. Amigo. Filho. Parceiro.
Por hoje, para os dois, sou o primeiro.
Para sempre, pelos dois, o Meu todo.
SOLAR DA PAZ E DO VENTO.
Doçura e latidos e joguinhos por toda parte.
O ciúme se imiscui com a cumplicidade.
Do Meu peito se afasta qualquer lamento.
Trago feridas no corpo, na mente e no coração.
Contudo, amo aos dois com quintessência.
Pela pueril verdade nos olhos. Pela adorável inocência.
Grandezas das quais este ANOSO DELEGADO se despiu.
À noite, um dorme. O outro se diverte no mundo virtual.
Amanhece. Um dorme. O outro se indigna.
Quase um uivo a clamar pelo “PRIMO”.
EU, insone, sorrio. E choro. Pura poesia. Divinal.
Hóspedes do olimpo da Minha benquerença.
Tanto em comum. Tão díspares. Tão MEUS!
Com Y começam os nomes seus.
YURI. Minha luz. YGHOR, Minha sombra.
Luz que sempre ME impele a crescer.
Sombra que ME faz sempre maior.
Duas faces douradas da mesma moeda.
OBRIGADO, Meus FILHOS, por ME ajudarem a viver.”
Aos que sabem dar valor.