quarta-feira, 10 de julho de 2013

BARBAS DE MOLHO!

BRANCA. E PRETA!
Preto.
Branca.
Branco no peito.
Preto e branco na face.
Um enorme fio branco.
No saco.
E os cabelos?
Os outrora fartos cabelos?
GRENHA!
Lamentavelmente, seguem ebâneos.
E EU sigo a espera dos seus sucedâneos.
Longa espera.
Longeva jornada.
Dos coevos, assacadilhas de ações exógenas.
Das ungidas, quando dos RAROS cafunés, manifestações endógenas.
CÃS!
Crescem. Todos os dias. Todo tempo. E muito.
Como sói dizer GIULLIA, a Minha SOBRINHA-FILHA-RAINHA, "pô, TITIO, você nunca penteia o cabelo!". 
MELENA!
O peito viril, farto, aconchegante, de um RARO encaixe. Há quem ache!
Segredos de POLICHINELO.
Porto seguro. Muralha da china. Pai protetor. Sedutor. Quente. CARENTE.
E, a cada dia, mais sintonia.
Com a idade.
Brancos cá, brancos acolá, brancos no centro e nos cantos.
Ainda BASTANTES pretos, para Meu desencanto.
REGAÇO!
Prolixo e laborioso, atinjo por fim, o que para MIM, em MIM, é o mais gostoso.
A BARBA!
Brutus, que sou.
Uma siciliana e nacarada versão do SHREK.
Bastaram OITO dias.
Vez derradeira em que a NAVALHA NA CARNE roçou-ME a cinquentenária e IMPROVÁVEL tez sem rugas.
Ainda que certos domingos lanhem mais que quaisquer cutelos.
De "HOJE A OITCHO" como dizem os adoráveis coirmãos das terras secas do sofrido NORDESTE tupiniquim.
A propósito, houve PASSEATAS pela gente sofrida?
NÃO! Isso é coisa de gente metida!
Pele SECA. 
No agreste, o chão trinca. Fenda. A política, lá e cá, FEDE.
O rosto deste cansado e INCRÉDULO policial, mutatis mutandis, arde. 
De dor. De irritação. De revolta. Tamanha é a INCOMPREENSÃO.
BARBA!
Sonho pueril.
BARBA!
Paulo Della Rosa Junior. Uno. TRINDADE. Verdade.
Preta e branco.
PRETO NO BRANCO!
NEGRITUDE, que tanto INVEJO!
NEGRUME, que paulatinamente toma conta do Meu céu.
NEGRURA, que paira sobre o futuro da Minha gente.
NEGRIDÃO, a cruenta interface da INGRATIDÃO.
Branco, da neve recém-caída. Quanta ALGIDEZ!
BRANCURA. Dor de amor, nem a lágrima cura.
Brancor, palor, todo o colorido se esvai.
BRANQUIDÃO, o vazio quando do espaço cordial algo se extrai.
Preto no branco.
Branco no preto.
BARBA!
Minudente exame não deslinda esta dualidade.
BRANQUIDADE! NEGROR!
Eles parecem dividir exatamente em dois os contornos da Minha CARA!
Logo a Minha, que a tudo e todos ENCARA!
BARBA!
Seja bem-vinda.
Bem-aceita.
Bem-afamada.
BEM-AFORTUNADA.
Sou mais EU com você.
Sou mais EU e VOCÊ.
Como diz o mestre CHICO BUARQUE, "Vai passar!"
A CARAVANA COR-DE-ROSA!
Que LADREM as CADELAS!

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