sexta-feira, 22 de novembro de 2013

MULTICOR GALÁXIA!

Trago comigo uma deletéria e inata característica.
Sou, creiam-ME - sempre ME causa certo desconforto o uso desse verbo, dado o VISCERAL ATEÍSMO que professo -, o que os espanhóis chamam de "MANAZAS".
Ou seja, descansa em MIM uma absoluta e cabal INEPTIDÃO para os TRABALHOS MANUAIS.
Quiçá, com uma única e LÚBRICA exceção.
SÁDICO e DOMINADOR, uso BASTANTE bem as mãos quando dos TAPAS, BELISCÕES e outras CARÍCIAS que protagonizo quando das Minhas performances sexuais, naturalmente se - e somente SE - a vítima ROGA por tão especial tratamento.
Isso posto, julgo ser essa a gênese de Minha REVERENCIAL postura ante ARTESÃOS de quaisquer matizes.
Amiúde, e de forma assaz efusiva, saúdo esses mestres da criação. Devotando-lhes, além do profundo respeito e da incontida admiração, aquilo que de melhor produzo.
A capacidade de elencar auspiciosas adjetivações.
Oralizando Meu fascínio.
Ou, como sói dar-se com este ANOSO e MAZELENTO DELEGADO, endereçando-lhes uma húmil sucessão de escrevinhadas PALAVRAS.
Desta feita, o teor destas consuetas mui bem derramadas linhas, vem no mesmo diapasão.
Venerar a ARTE!
Trazendo em seu bojo, nesta oportunidade, um substantivo apelo sentimental.
A OBRA-MAESTRA em tela - ou seria em PONTO-ATRÁS? -, é da lavra de Maria De Lourdes Dos Santos, a MAMÃE LOURDES, a MINHA mãe.
Praticamente uma SEPTUAGENÁRIA, DONA LOURDES há de ser lembrada pelos PÓSTEROS como um GÊNIO do CROCHÊ.
Desde a PUERÍCIA, acompanho com retumbante orgulho o rosário de peças de todos os formatos, cores, tamanhos, utilidades e, mormente, EXCELSITUDE que advém de suas hábeis e BELAS - somente as MINHAS são ainda mais LINDAS do que as de mamãe - MÃOS.
Os admiradores dos seus trabalhos podem ser contados às centenas.
Encomendadas ou não - DONA LOURDES, NÃO por falta de insistência Minha, jamais se interessou VERDADEIRAMENTE pela opção PROFISSIONAL no que tange ao seu INEGÁVEL talento -, as JOIAS que pendem de suas TANTAS agulhas arrancam SUSPIROS. 
Enchem os olhos.
Indiscutível e invariavelmente, EMOCIONAM.
O SOLAR DA PAZ E DO VENTO nunca mais será o mesmo.
A DONA da casa, a DONA de MIM e a DONA que é ainda melhor quando PELADONA, qual seja, a consorte COM SORTE, Cristiane Andrade, é testemunha e, conquanto MAMÃE haja tentado disfarçar, a verdadeira DONA do impagável e indelével REGALO.
Na MESA ALUGADA do LAR ALUGADO, um arrebatador CENTRO DE MESA.
Repleto de cores.
A inspirar AMORES.
Esforçar-ME-ei para manter razoável CONTENÇÃO na escolha das loas.
Afinal, em que pese a Minha conhecida isenção, a ARTISTA é MINHA MÃE.
O que poderia dar aos vocábulos uma INJUSTIFICADA suspeição.
É MAGISTRAL!
Galhardo. Bem-composto. PRIMOROSO.
Não comungo da máxima de que IMAGENS valham mais do que palavras.
Pretenso BELETRISTA, destino à composição de fonemas IDIOSSINCRÁTICO amor, convencido que sou de sua incomparável capacidade de trazer à luz a ESSÊNCIA do que se pretende expor.
Farei, entretanto, em nome do ALTRUÍSMO que a BELEZA faz-se credora, uma vez que o ESPECIAL deve ser COMPARTILHADO, uma bondadosa concessão.
Tão logo complete o CORDIAL agradecimento à MAMÃE, dividirei com Meus LUNÁTICOS leitores esta CELESTIAL honraria.
Obrigado, DONA LOURDES.
Parabéns, uma vez mais, ARTISTA sem-par.
Um COMETA de IMANE lindeza tomou conta da Minha casa.
Enchendo de LUZ e de GRATIDÃO o Meu NACARADO coração.
A Nossa simplória mesa - agora ornada por esta ACRISOLADA FILIGRANA - está perenemente posta para recebê-la.
E lhe prestar os JUSTOS preitos.


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