Fico a imaginar o que ainda não tenha sido dito a respeito dos Jogos Olímpicos de Pequim, os XXIX jogos da era moderna, que centralizaram a atenção mundial de 6 a 24 de agosto de 2008, muito embora sua cerimônia de abertura deu-se às 08h08 de 08/08/08, isto na versão oficial, pois, com minha atenta assistência, a magnânima festa iniciou-se as nove em ponto daquela manhã de sexta-feira no Brasil.
Falar do inigualável Phelps, o grande Nemo das piscinas e seu rosário provavelmente inatingível de medalhas e recordes, creio mais apropriado aos estadunidenses, que a propósito deveriam inspirar-se em seu nadador maior e derrubar tabus em sua eleição presidencial vindoura.
Citar o simpático e irreverente Bolt, o jamaicano com turbo nas pernas, que como se estivesse passeando uma praia paradisíaca do Caribe, maravilhou uns e provocou outros, vencendo arrebatadoramente as provas que participou, faz mais sentido aos valorosos irmãos daquele encantador pais.
Ah, sim, comentar a cerimônia de abertura. Estonteantemente bela. Pujante em demonstrações culturais e artísticas, abordadas com a eficiência e o bom gosto próprios do cineasta Zhang Yimou, o chinês que já prenunciava a contundente vitória dos anfitriões sobre os hegemônicos americanos, já que vem galgando importância e reconhecimento até mesmo no olimpo do cinema mundial. Aos especialistas deixo este mister. Não sem assinalar que fui às lágrimas.
Nosso amado Brasil?
Quinze medalhas.
Três áureas, quatro argentinas e oito brônzeas. Vigésimo terceiro lugar no quadro de medalhas e duas certezas.
Muito orgulho, muita comemoração, muito agradecimento aos nossos heróis e heroínas por suas conquistas e a já congênita sensação que o gigante adormecido pode e vai chegar mais longe. Com a palavra os “pensadores” do esporte nacional
Discorrer acerca de vitórias, recordes, medalhas, sucessos, risos, dores, derrotas, frustrações, estratégias, técnicas, garra, superação, sonhos, medos, emoções? Estaria eu apenas tentando repaginar obras-primas de outrem.
Aterrisso, para homenagear o marechal Montenegro com o termo, minha escolha sobre o menino de nove anos, sobrevivente do terremoto avassalador na região de Sichuan na parte ocidental da China, certamente a grande mensagem destes Jogos Olímpicos.
Os sábios da cultura milenar oriental derramaram suas bênçãos e ensinamentos sobre a terra naquele gesto. Anônimo, frágil, pequenino. Gigante, poderoso, universal. Aquela CRIANÇA deu o tom da festa.
Amar e sonhar sempre.
Vocês, Yuri e Giullia, todos os dias me fazem ouvir a mesma nota.
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