domingo, 14 de julho de 2013

FALE, POETA!

CARINHOS deste HOMEM IMPROVÁVEL!
"BELAS VELAS!
Na casa da mamãe.
Os filhos da mamãe.
Os netos da mamãe.
As noras da mamãe.
O marido da mamãe.
Todos ali?
Ainda NÃO!
Felicidade plena.
Não utópica.
Comovente cena.
Bolo de caixinha.
EU prefiro pão de ló.
Giullia com a amiguinha.
Ronco do caçula.
Vão-se as sombras de filó.
Fatos. Gatos. E fotos.
Como se o tempo fora o Meu.
Do Vô Domingos. A idade.
Da linda VÓ CIDA, as saudades.
A família retomando o apogeu.
Matrona. Inteligente. Senhora.
Mulher de estonteantes olhos verdes.
Regarmuto. Della Rosa. Santos agora.
Há tempos, suas joias na Caixa penhora.
Seus amores, empenhorada entrega.
Mãe, na urdidura ou na amargura, reina.
Algo melodramática. Algo artista. Sem igual.
De gestos lentos e afáveis. Forte. Exigente.
Que pena que não lhe herdei os olhos.
E, dói-me pensar, sim, os débeis dentes.
Trás plúmbeo e interminável hiato.
O que importa é que lhe sou grato.
Reuniu a Minha colateralidade.
Cynthia Paula. Júnior. Meus sucedâneos.
Na celebração dos seus 69 anos.
Parabéns, MÃEZINHA.
Como lhe costumava chamar.
Pedir sua benção? Se obrigado.
Tanto tempo depois. HOJE!
Senti-ME novamente abrigado!"
Aos que sabem dar valor.

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