Dedo em riste.
Estava triste.
Meticulosa e apreensiva preparação.
Em que pesem os ventos brandos e a resiliência, ousadia com contornos de procela.
Intimorato, celebro. O primeiro passo foi dado.
Decisão.
Não tenho tudo que amo. Conquanto, faço-ME feliz ao amar tudo que tenho.
O dinheiro lesto e fugidio não é neblina eficaz diante do ciano horizonte que aos cinquenta anos vislumbro.
Que tem por pano de fundo a grandeza que julgo maior.
PAZ.
Que por pouco não se desfaz.
Decisão tomada, alma e outras partes lavadas, fui ao outrora procrastinado encontro.
Tonto.
Pela beleza do lugar. Rico em detalhes de invulgar bom-gosto.
Desde o portal, cálido acolhimento. Brumas de sedução.
Pontual, sou. E pontualidade recebi.
O coração acelerado.
Os olhos atentos.
Certa tensão no ar.
Eis que surge.
Branco impecável.
Fala mansa. Andar altivo. Olhar penetrante.
Tudo se transforma neste instante.
Por primeira vez, esperava EU mais distanciamento.
Célere, condensou tudo em um momento.
A hora era chegada.
Médicas luvas. Intocada uva
PSA. Próstata. Prostrado.
O DELEGADO de QUATRO.
O UROLOGISTA em pé.
Nem pude endereçar-lhe um “E AGORA, JOSÉ?”.
DEDADA!
E eis que o Meu imo encontrou.
Sem menos, sem mais.
O Meu rabo desvirginou.
Entrando, literal e metaforicamente, nos Meus ANAIS.
Excitado, cubro as partes pudendas e o mais nobre dos Meus orifícios.
Seu ofício.
Um veredicto para MIM.
Anamnese para ELE.
Final feliz.
Sem beijos.
Um aperto de mão.
A MÃO DO INDICADOR!
Saudades, AMOR!
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