A inexorável parábola da existência.
Em uma de suas mais nefastas faces.
Outrora, uma residência.
Agora, a crua e nua interface.
Tomo ciência deste opróbrio exatamente no dia em que se comemora uma reconstrução.
Sim, houve um tempo em que PAULISTAS, e por que não dizer brasileiros, CONSTRUÍAM fazendo uso das REVOLUÇÕES.
PAULISTA.
Avenida Paulista.
Não há como não se falar de AMOR.
E de dor.
MARIA APARECIDA GOMES AGOSTINHO.
A MINHA VÓ CIDA!
O Meu festejado sangue PORTUGUÊS.
Por certo, o homiziadoiro da adoração que nutro pela ÚLTIMA FLOR DO LÁCIO!
Intermináveis passeios por seus arrabaldes.
Glamour dela. Beleza sua.
Beleza dela. Glamour seu.
Elegância. Garbo. Louçania. CHARME.
De ambas.
Pequenino, ouvia extasiado a voz do SEU FONTES, o CHOFER de voz grossa - que INVEJA! -, ao abrir a porta do CARRÃO para a VOVÓ MISS, dizendo:
Por favor, SENHORA!
Em um tempo em que se ESTACIONAVA na Avenida PAULISTA.
Lembro-ME do monumental orgulho sentido, já na adolescência, quando caminhávamos pelas LIMPAS e quatrocentonas calçadas e, invariavelmente, os homens olhavam para trás quando VOVÓ por eles passava.
Seu andar de RAINHA.
Seu OLOR de deusa.
O portal do UOL estampa a foto da DESTRUIÇÃO do penúltimo casarão antigo da avenida Paulista.
No dia NOVE DE JULHO.
81 anos após honrosos feitos de Martins, Miragaia, Dráuzio e Camargo.
E tantos outros heróis anônimos como os funcionários da empresa de DEMOLIÇÃO que têm ordem expressa para NÃO comentar o assunto.
PENÚLTIMO.
CASARÃO.
AVENIDA PAULISTA.
VÓ CIDA se foi.
Minha esperança na Minha GENTE, também.
O Seu FONTES, aquelas calçadas, a Minha inocência, seguiram-na.
E os HOMENS com agá maiúsculo que olham para trás quando uma LINDA MULHER passa, exalando sensualidade e arrebatamento?
Da mesma forma se foram.
Como num triste piscar de olhos.
Com o irresistível tocar da MARRETA.
Em vez do instigante comando da CORNETA.
Outrora, valorosos e honoríficos sons de CANHÃO.
Hoje, o MONOCÓRDIO e vexatório som da DESTRUIÇÃO!
CHORO.
E Minhas mágoas aqui exaro.
Para que fique, aos pósteros, claro.
Ali eu VIVI.
SOFRI.
Morremos.
QUE HOMEM!
Outrora, uma residência.
Agora, a crua e nua interface.
Tomo ciência deste opróbrio exatamente no dia em que se comemora uma reconstrução.
Sim, houve um tempo em que PAULISTAS, e por que não dizer brasileiros, CONSTRUÍAM fazendo uso das REVOLUÇÕES.
PAULISTA.
Avenida Paulista.
Não há como não se falar de AMOR.
E de dor.
MARIA APARECIDA GOMES AGOSTINHO.
A MINHA VÓ CIDA!
O Meu festejado sangue PORTUGUÊS.
Por certo, o homiziadoiro da adoração que nutro pela ÚLTIMA FLOR DO LÁCIO!
Intermináveis passeios por seus arrabaldes.
Glamour dela. Beleza sua.
Beleza dela. Glamour seu.
Elegância. Garbo. Louçania. CHARME.
De ambas.
Pequenino, ouvia extasiado a voz do SEU FONTES, o CHOFER de voz grossa - que INVEJA! -, ao abrir a porta do CARRÃO para a VOVÓ MISS, dizendo:
Por favor, SENHORA!
Em um tempo em que se ESTACIONAVA na Avenida PAULISTA.
Lembro-ME do monumental orgulho sentido, já na adolescência, quando caminhávamos pelas LIMPAS e quatrocentonas calçadas e, invariavelmente, os homens olhavam para trás quando VOVÓ por eles passava.
Seu andar de RAINHA.
Seu OLOR de deusa.
O portal do UOL estampa a foto da DESTRUIÇÃO do penúltimo casarão antigo da avenida Paulista.
No dia NOVE DE JULHO.
81 anos após honrosos feitos de Martins, Miragaia, Dráuzio e Camargo.
E tantos outros heróis anônimos como os funcionários da empresa de DEMOLIÇÃO que têm ordem expressa para NÃO comentar o assunto.
PENÚLTIMO.
CASARÃO.
AVENIDA PAULISTA.
VÓ CIDA se foi.
Minha esperança na Minha GENTE, também.
O Seu FONTES, aquelas calçadas, a Minha inocência, seguiram-na.
E os HOMENS com agá maiúsculo que olham para trás quando uma LINDA MULHER passa, exalando sensualidade e arrebatamento?
Da mesma forma se foram.
Como num triste piscar de olhos.
Com o irresistível tocar da MARRETA.
Em vez do instigante comando da CORNETA.
Outrora, valorosos e honoríficos sons de CANHÃO.
Hoje, o MONOCÓRDIO e vexatório som da DESTRUIÇÃO!
CHORO.
E Minhas mágoas aqui exaro.
Para que fique, aos pósteros, claro.
Ali eu VIVI.
SOFRI.
Morremos.
QUE HOMEM!
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