segunda-feira, 15 de julho de 2013

REVENGE!

VESTIDO VERMELHO!
Nem de perto alusões zodiacais.
Longe de MIM as unhas vermelhas.
Instigante mistura da vestimenta ideal, da postura marcial, do olhar viral, da mente genial, da MULHER FATAL.
Estranhas coincidências.
Inimaginável trama.
Fama. Cama. Lama.
Inimaginável clamor.
Furor. Amor. DOR.
Revanche? Sem chance.
Homem improvável, luto com invulgares aríetes.
Esbravejar, praguejar, maldizer, doestar, vituperar, desdourar, motejar, desdenhar, são armas hodiernas, bem o sei.
Amando ou não, jamais as usei.
Opto pelo que faço de melhor. O Meu pior.
Sofrer.
Assistir.
Calado.
Ao REVENGE.
À Minha MUSA.
EMILY THORNE!
Estranha coincidência.
ELA. Sempre ela.
Entre duas ortodoxas formas de ser amada.
Entrelinhas.
Entrecortando e cortando na carne alheia a própria felicidade.
O menino rico, imaturo, de alma maculada e fala santa. De dizer e agir antagônicos. De perfumes e restaurantes e trajes caros.
Relativamente belo.
De onipotência previsível. E a voz da MÃE na face.
De pegada de goleiro mãos de alface.
O menino da infância.
Poço de qualidades. Exemplar. O herói da família. Da esquina. Do bairro.
Belo.
Ilibada conduta. Não foge à luta! Ideário.
Fala mansa. Velocidade de cruzeiro. Cabelos fartos. Mesmice pura.
De porvir previsível. E algo de irreal na face.
De pegada de amador.
A sempre inexcedível percepção da SÉTIMA ARTE nos domínios do TIO SAM.
Tamanha perfeição!
IMPERFEITA.
Tudo tão casto.
Nada de vasto.
Tudo tão igual.
Nada de sal.
Tudo tão palatável.
Nada memorável.
A podridão por debaixo dos panos.
A verdade que carece de anos.
EMILY THORNE!
Amigas. Amigos. Viagens. Cultura. Controle.
EMILY THORNE!
Risadas contidas. Gozos contidos. Sofrimentos medidos.
Tudo exatamente no TEMPO CERTO. Na MEDIDA CERTA.
Sem espaços outros. Prazeres outros. Sonhos outros.
Como manda o figurino.
QUE FIGURINO!
VESTIDO VERMELHO.
Contudo, há algo que destoa.
Que fica evidente, absolutamente CLARO, quando a MUSA está sem os indefectíveis e caros ÓCULOS ESCUROS.
EMILY THORNE é MULHER.
Não uma QUALQUER.
Não importa com quem ela se deite.
Que receba o leite seja de que TOURO for.
A senda ali permanece.
Provando que a FÊMEA, dia a dia, fenece.
O OLHAR.
Avassalador.
Conquanto, NÃO consiga esconder a necessidade da MANSIDÃO.
Que a fêmea só encontra na subserviência.
Conquanto, NÃO consiga esconder a necessidade de ouvir UM, DOIS, MUITOS nãos.
Que atilam a ciência.
Conquanto, NÃO consiga esconder a necessidade que a consome de plenamente para alguém se DAR.
DOAR.
ENTREGAR.
Fontes inesgotáveis de presciência.
Novamente, a genialidade dos DRAMATISTAS, roteiristas e cineastas ianques.
O sub-reptício.
O subliminal.
O OLHAR.
EMILY THORNE.
Domingos à noite.
E a cada instante de cada dia desde que a vi.
Pela telinha. Lá. Ou aqui.
O que Nos reserva o futuro?
O presente, outrora inebriante, é duro.
Qual serão os passos dessa inolvidável mulher?
Seguir os draconianos cânones de sua razoabilidade franquista?
Entregar-se às lascivas conclamações de seu útero ibérico?
Um GRAYSON divido com a mãe?
Um JACK sem vocação para ESTUPRADOR?
Coadjuvantes?
Ou os aterrorantes e densos caminhos da VERDADE?
Contra todos. Tudo. O MUNDO. E, mormente, a CIDADE.
Ficção PURA.
Lucubrações de um velho policial sodomita, lúbrico, bem-humorado, cansado.
Óptica NUA e CRUA.
Pragmático, desfruto de um capítulo por vez.
Em estado de graça - PRIVILÉGIO DE QUEM AMA - sorrio.
O NACARADO coração JAMAIS foi prateleira de ódios.
Pelo AMOR foi feito. De AMOR se fez.
Uma trama, assim como a vida, é um RIO.
Socorro-ME de GONZAGUINHA.
E de PAULINHO DA VIOLA.
"....Foi um rio que passou em Minha vida. E meu coração se deixou levar"......
"....um rio secando, as pedras cortando, e eu vou perguntado, até quando?".....
Histórias NÃO prescindem de uma grande TRILHA SONORA.
Assim EU sou.
Assim MORREREI.
De amor.
Por AMOR.
MY WAY!

Nenhum comentário: