segunda-feira, 4 de novembro de 2013

FALE, POETA!

CARINHOS deste HOMEM IMPROVÁVEL!
“CORES E DORES!
Há o verde rosa da Estação Primeira.
Há o Cartola com as rosas em oração.
Nesta simbiose de cores, um cândido tecido.
Ela. Soberana. Cheia de classe. Mangueira.
Vermelhaço. Rubro. Corado.
Azul do céu e do mar. Ciano.
A perenal magia do negro. Tição.
Amarelo. Áureo. Dourado.
Tons. Ancenúbios. Nuanças. Matizes.
Imagens do passado. Presentes. Presente.
Facetas irmanadas da mesma paleta.
Em que pesem as bastantes cicatrizes.
Ofuscam-ME as rédeas do positivismo.
Insossos e acinzentados e pruridos preceitos.
Oxalá o astro rei permita-ME o seu brilho.
Polinizando o salutar jusnaturalismo.
As massas. As passas. As Marias.
Os ora proibidos doces e os oníricos salgados.
Postos de lado. Quiçá agora reunidos.
Nas tramas incolores do dia a dia.
Cândidas e inofensivas gestões.
Tela virgem. Nívea paisagem. Branco.
Como pano de fundo, a célula da brasilidade.
Ao som das mais inebriantes canções.”
Aos que sabem dar valor.

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