quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

FALE, POETA!

CARINHOS deste HOMEM IMPROVÁVEL!
“SÍNDROME DO PÂNICO!
Sudorese. Desassossego. Palpitação.
Imagens turvas. Desfocadas.
Recidivas. Isoladas. Plúmbeas.
Inexplicável e dorida infirmação.
Paralisante neurose.
Desconcertante apreensão.
Endógena ansiedade.
Da alma a necrose.
Chilique? Faniquito? Piti?
Quem dera o fosse.
Avalanche de invulgar angústia.
Premência de se fugir daqui.
Acachapante atonia.
Obscurecendo a mente e o porvir.
Sanha macabra que o peito arranha.
O dia se faz noite. A noite se faz dia.
Inimigo voraz. Latente. Nada mítico.
Corrosivo. Nefando. Depressivo.
Somente o ninho parece seguro.
Desde que ajudado pelo ansiolítico.
Sensação iminente de morte.
Incompreensível até para os amigos.
Que dela jamais alguém padeça.
Não há no mundo pior sorte.
Violenta e constante no ataque.
Tornando a existência um suplício.
O que foi samba faz-se fado.
No espelho, o reflexo do baque.
Terapia. Medicação. Resiliência.
Mãos generosas. Ouvidos atentos.
Hei de desvendar a sua causa.
Colhendo e partilhando experiência.
Enfim, cada qual com a sua cruz.
De crise em crise é forjada a Minha.
Não tenho mais medo do medo.
Respiro fundo. Estou vivo. Faça-se a LUZ!”
Aos que sabem dar valor.

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