quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

FALE, POETA!

CARINHOS deste HOMEM IMPROVÁVEL!
“ARDENTE COMOÇÃO!
Estranha sensação.
De sumiço do ar.
De bastantes incertezas.
Efeitos da estação?
Não chove lá fora.
Aliás, parece que não mais irá chover.
E que o termômetro jamais voltará a cair.
Evapora a única lágrima que este velho chora.
Tangível sufoco.
Desnorteante contexto.
A boca silente resseca.
Foi-se toda a água do coco.
Brisa marinha.
Outrora incensada em verso e prosa.
Por que ME deixaste?
Logo tu, tão Minha.
É verão. Ritmo de festa. No compasso do amor.
Frases feitas. Falácias. Perdoe-ME quem as faz.
NÃO há hiato. Nem calmaria. Nem sazão.
Ser humano é sofrer. Qualquer tempo é de dor!”
Aos que sabem dar valor.

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