Carinhos deste HOMEM IMPROVÁVEL!
"OCASO DOMINICAL!
O tépido ar ME sufoca.
As paredes parecem se mover.
Afasto os olhos do relógio.
Raciocinar se transformou em tormento.
Seriam as dívidas? As dúvidas?
Aposto tudo o que NÃO tenho que não.
O corpo pesando toneladas.
A garganta vitimada por um nó.
No criado-mudo, largada, a esperança.
Até os óculos estão distantes de MIM.
A veneziana, estranhamente, NÃO está aberta.
Pressinto a silhueta da angústia.
Quisera EU que as lágrimas rolassem.
Que ME assaltasse o desejo de fugir.
ME oprimem os grilhões da pele.
Nos lábios, invulgar secura.
Desisto de buscar os porquês.
Sôfrego, ME debruço sobre o teclado.
Na branca tela, exorcizo os fantasmas.
E a luz da poesia dissipa a escuridão."
Aos que sabem dar valor.
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