O BRASIL avizinha-se de mais um momento histórico.
Sazão claudicante, exatamente como a curva evolutiva da qualidade de vida em plagas tupiniquins.
Afinal, ELEIÇÃO e POVO FELIZ são, sim, grandezas afins.
Já está aberta a temporada de caça.
Ao mais importante personagem de todo o arcabouço eleitoral - confundimo-Nos com o próprio conceito de nação -, sejam quais forem os regimes, posto que até nas mais NEFANDAS ditaduras, o oprimido tem lá a sua parcela de culpa.
Sua excelência o VOTANTE.
EU.
E cada uma das SENHORAS. E cada um dos senhores.
MULHERES - nédia distinção! - e homens díspares.
De dissonantes credos, idiossincrasias, interesses, paixões e, mormente, valores.
Não tenho - jamais a tive, repilo quaisquer nuanças de EGOLATRIA. Tal satanás provoca-ME engulhos - a pretensão de apontar caminhos.
À esquerda ou à direita, à feição do LEÃO DA MONTANHA.
Ou, até mesmo, do NIILISMO, sempre uma opção, já que o simples NÃO comparecimento ainda NÃO Nos é facultado e nem merecido.
Legalista que sou - custa-ME desfazer o derradeiro nó da gravata policial -, que vamos todos às urnas!
NÃO ME cumpre nem sequer roçar o sugestionamento.
Não, pelo menos, neste momento.
Sob a decantada - e tão malfalada - óptica da IDIOSSINCRASIA DELLAROSIANA, vivemos um instante de reflexão.
E, bendita CASA AMARELA, quiçá de afastarmos os cálices do PROSELITISMO, do IMEDIATISMO e da HIPOCRISIA TUPINIQUIM e, num arroubo de PATRIOTISMO, palavra que causa OJERIZA - sim, parvalhões, essa é a ÚNICA grafia correta deste emblemático vocábulo da língua de PESSOA, o melhor dos Fernandos - em uns tantos e quantos compatrícios, calçarmos as tamancas da humildade.
Despejarmos nos ditos iletrados ou iliteratos, os que cerram fileiras entre as classes menos favorecidas, os porventura assistidos pelas PERFUNCTÓRIAS e essenciais bolsas de distintos matizes, enfim, os POBRES como EU, toda a carga de responsabilidade pelas mazelas pré e pós-eleitorais de um país das dimensões e arquétipos socioeconômicos e geográficos como o Nosso, é, para se dizer o mínimo, um OPRÓBRIO.
Falta-ME fé, como é de domínio público.
O que ME causa maior e mais tonitruante espécie, uma vez que a ELITE PENSANTE, incluam-se aqui bastantes dos Meus AMIGAS e AMIGOS por quem tanta admiração e BENQUERENÇA nutro, olvidarem-se, comumente em hiatos bianuais, de uma VENERANDA máxima onipresente no vasto e multicor compêndio religioso.
Cabe a quem TEM MAIS, maior RESPONSABILIDADE.
Mutatis mutandis, cumpre a VOCÊS, elite pensante, maior CULPA pelos desmandos e mandos que precedem e - nada mais BRASILEIRO - são sucedâneos do PROCESSO ELETIVO.
Cada qual há de fazer a sua escolha.
No INDEVASSÁVEL - basta de teorias da conspiração! - e SACROSSANTO escaninho eletrônico.
Dos mais paupérrimos e incultos - via de regra os MAIS SÁBIOS - dos cidadãos, aos que detêm 75,5% das Nossas riquezas, quais sejam, os 10% mais ricos.
Livre e, espero, consciente e - lá venho EU com a estigmatizada palavra - patrioticamente.
Resta pacífica, adoro tais conformações, IMBELE que sou, que TODO voto tem o mesmo peso na apuração.
A RESPONSABILIDADE por eles, NÃO!
SANTOS eleitores.
Acorde, BRASIL!
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