sexta-feira, 16 de maio de 2014

FALE, POETA!

Carinhos deste HOMEM IMPROVÁVEL!
Publicado na página DELEGADO POETA.
VICENTINO LUAR!

Cinco e meia da manhã.
Alarma.
Desta feita, do organismo.
Aforismo.
E efeito das primeiras cãs.

Cãibra.
Na panturrilha esquerda.
Obrigando-ME a levantar com o pé direito.
Dor.
Como costuma ser o nascer de uma flor.

Direita, volver.
O instinto romântico ME puxa para a varanda.
Como se estivera EU numa jovial ciranda.
Cor.
Seria o amanhecer?

Neblina.
E um inebriante clarão.
A exuberante natureza crua e nua.
Resplendor.
A mais estonteante das luas.

Espetáculo.
Silente, curvo-ME perante o oráculo.
Embriagado por tamanho fulgor.
Choro.
E agradeço.

Pelas vindas e pelas idas.
Pelas dores e pelas cores e pelos amores.
O ronco dos motores Me arranca do transe.
Seco os olhos e sorrio. Ainda faz frio.
Quão bela é a vida!

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