sexta-feira, 18 de julho de 2014

FALE, POETA!

Carinhos deste HOMEM IMPROVÁVEL!
Publicado na página DELEGADO POETA.
VALEU, MANDELA!

De supetão, a cama fez-se catre. Prisão
Um nó na garganta. Uma dor profunda.
Lágrimas. Desconforto. Estranha comoção.
A mente de informações se inunda.

Busco o início. A senda. A centelha.
O DIREITO!
Pais analfabetos. Infância dura. Determinação.
O liame. Agora posso. Dito e feito.

Comparações? Jamais!
Sou ente menor. Sem brilho. CAUCASIANO.
Ilações. Reflexões. Emoções.
Isto basta para falar de um grande ser humano.

DIREITO!
Que virou as costas a um parceiro.
Servil, serviu à odienta tirania.
Débil, capitulou frente ao guerreiro.

De que servem grades para um semideus?
Mercê de leis espúrias, trancas nas portas.
Implodindo a ética. Esmigalhando a justiça.
O tempo e vento ensinam. Letras mortas.

Armou-se de seu melhor sorriso.
Fez uso da invencível calma.
E de uma fé inabalável na sua crença.
Quanta nobreza, quanta beleza na alma.

A história seguiu seu rumo.
Regida que é pela inarredável evolução.
A dor. O sofrimento. As privações.
Tudo isso, e muito mais, virou canção.

A noite parece-ME infinda.
E uma vez mais, SUA ajuda enquanto escrevo.
Não sei dizer se superarei a perda.
Que privilégio haver sido SEU coevo.

Em sua memória, o universo cala.
Desprezível e vergonhoso apartheid.
De joelhos, suplico-lhe desculpas.
Em Meu nome. E de toda humanidade.

Vão-se os degredos. Ficam os papéis.
A eternidade é a SUA sina.
Carinegro. Afronegro. NEGRO.
Arco-íris. Multicor. Que até na morte ensina.

Adeus, MADIBA.
Na verdade, até mais ver.
SEUS atos, sua luta, NÃO passarão em branco.
Depois e por causa de você ficou mais fácil viver.

Força alguma vence a verdade.
Para MIM, esse foi o seu maior legado.
Sim, SENHOR, havemos sempre de levantar.
Seja qual for o tombo. Ou o pecado.

Apago todas as luzes.
Concentro-ME no computador.
E novamente você ME socorre.
Que bobagem dar importância à cor.

O essencial é invisível aos olhos.
Conquanto, afeito ao coração.
As lágrimas secaram.
Ateu, entoo um mantra. E a derradeira oração.

Muito obrigado, HOMEM GIGANTE.
De repente, fica claro. Uma estrela na janela.
O sono chega. A angústia se esvai.
Um dia houve NELSON MANDELA!

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