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quinta-feira, 29 de maio de 2014

FALE, POETA!

Carinhos deste HOMEM IMPROVÁVEL!
Publicado na página DELEGADO POETA.
JURÍDICAS SAIAS!

Cem horas.
Senhores.
Desejos e pendores.
Insossos atores.
Endurecida ciência.
Haja paciência.
Rapapés.
Salamaleques.
Incensamento.
Nós de gravata.
Nós nos sapatos.
Nó na garganta.
Clube do bolinha.
Umbigos em evidência.
Eu. Meu. Fui. Sou.
Onde estou?
Falta-ME o ar.
O unguento.
Necessito amar.
Faltam-lhes cor.
E humildade.
E olor.
E sabor.
Da vida, a essência.
Do belo, a quintessência.
A razão da nossa raça.
A explosão da graça.
Direito.
Direita, volver.
Em direção à saída.
Rumo à felicidade.
E à saciedade.
Basta de testosterona.
E de cavaleiros encantados.
Um viva às amazonas.
Um brinde à feminilidade.
Cem horas.
Esteta e siciliano, clamo pela magia.
Pela alegria.
Pela efervescência.
É tempo demais em reclusão.
Beijo-lhes as mãos, doutoras.
Curvo-ME em reverência, SENHORAS!

quinta-feira, 22 de maio de 2014

FALE, POETA!

Carinhos deste HOMEM IMPROVÁVEL!
Publicado na página DELEGADO POETA.
SENHORA MENINA!

Arisca.
Segue à risca o roteiro da menina.
Autoconfiante.
Ainda que por um instante.
Tudo para si. E primeiro.
Seu cheiro.

Inquisitória.
Vinte e oito anos de história assim obrigam.
Linguajar claudicante.
Ainda que por alguns instantes.
Uma parte de MIM. Ou seria inteiro?
Seu cheiro.

Instigante.
Constante batalha de gerações.
Troca de mensagens.
Imaginadas e aperreadoras imagens.
Emoções. Onipotência dos cheiros.
Seu cheiro.