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sábado, 26 de julho de 2014

FALE, POETA!

Carinhos deste HOMEM IMPROVÁVEL!
Publicado na página DELEGADO POETA.
ARMISTÍCIO E SUPLÍCIO!

Toalhas brancas.
A contrastar com o cinza dos canhões.
E o vermelho nos olhos. E nos solos.
Pausa.
Na desgraça que a pequenez humana causa.
Tempo de sorver a dor que o desamor constrói.
Levando ao mundo a certeza de que caminhamos para o fim.
Entre mim e você, entre eles e nós, entre eles e eles, distorções.
De foco. In loco. 
Náusea.
E um gosto amargo nas bocas.
Na inquietante tensão do hiato.
Cegos ódios. Cegas paixões.
Idiossincráticos venenos a sepultar a esperança.
A estraçalhar e a endurecer as crianças.
Erigindo muros e abrindo fendas.
Expiação.
Que prescinde da identificação de culpados, por estarmos todos errados.
Macabra dança.
Dos véus. Manchados de insânia.
Riscando os céus. 
Lanhando os seus.
Uma vez mais, o cessar-fogo.
De uma guerra que tomou conta da Terra.
Que cala a Palestina. E o bar da esquina.
Que deixa mudo Israel. E o escrevinhador deste papel.
Que ensina, com a virulência da morte, como não se escrever a história.
Que não há, na derrota ou na vitória, qualquer glória.
Estampando nos espelhos globo afora um reflexo.
Cada ser humano é um mercenário de uma tropa de imbecis.
Sejam militares ou civis.
De nada importam as cores que tragam nos maculados peitos.
Não é assim que se faz.
Bandeira branca. 
Amor.
Eu quero PAZ!