sábado, 22 de junho de 2013

DIUTURNO NÉCTAR!

MATINAL BEBERAGEM!
Há uma década NÃO ME submeto aos apavorantes exames sanguíneos.
O último, ORDENADO pelo Meu amigo e excelso médico Marco Paulo Reynol, ainda permanece virgem como o Meu CU, ou seja, lacrado, embora bastantes línguas ali tocaram.
Edaz e ANOSO, e, mormente, morrendo de medo de injeções e de gerentes de banco, optei por um ataque periférico aos monstros da senescência.
O BOM HUMOR, a visão COR-DE-ROSA da vida e, sempre que o PINTO DE PASSEIO, o Meu AMIGÃO DA OLARIA, meio barro, meio tijolo, desafia as leis da física, METER.
Contudo, como todo BEÓCIO há de, tarde ou cedo, julgar-se CAPAZ, decidi agregar ao Meu sempre EXAGERADO cardápio de doces, salgados, refrigerantes e TUDO que encontro pela frente, à exceção de BIFE DE FÍGADO.
Pasmem, esta ANTA ROSA que lhes escreve, na PUERÍCIA, mercê da DRACONIANA e FESTEJADA educação recebida, era obrigado a tomar um copo de BIFE DE FÍGADO, arg!, batido no liquidificador com AGRIÃO.
Tudo CRU.
Que ASCO!
Foi assim que decidi agregar ao Meu cardápio nova BEBERAGEM.
Aquela, da infância, era preparada por MAMÃE, a hoje Maria de Lourdes, a dona dos OLHOS VERDES mais lindos do orbe, e empurrada goela adentro por suas MÃOS LINDAS - herdei as Minhas dela - sob Meu olhar de protesto.
Sim, tão somente OLHAR.
Desde sempre fui o MELHOR DOS FILHOS.
Obediente, respeitoso e APAIXONADO. Tenho TANTO orgulho disso!
Os anos passaram.
BASTANTES anos.
Eis que neste exato momento, diante de MIM, novamente, uma BEBERAGEM.
CENOURA, BETERRABA, PEPINO E BERINGELA. Crus.
JESUS!
Posso imaginar a sensação que você passou quando o tal soldado enfiou a esponja com vinagre azedo na sua MÍTICA boca!
Naturalmente, para a MINHA LÚBRICA boca, mais felizardo que sou, quiçá por ser REAL, o VENENO é trazido por doces mãos, como já o fora no passado.
Cristiane Andrade, a consorte COM SORTE, sem os OLHINHOS VERDES da mamãe, com seus OLHOS ENORMES e BONDADOSOS de fazer inveja a um MANGÁ da Madre Teresa de Calcutá, se MA - PESSOA, o melhor dos Fernandos - prepara e oferta, com marcial regularidade, tão logo põe os seus TORTINHOS pés para fora da ALCOVA.
Acompanhando-a de um solidário BOM-DIA.
E, mulher que é, um quase imperceptível sorriso.
Daqueles que as SUBMISSAS guardam para as RARAS oportunidades em que judiam dos seus HOMENS.
Chego a imaginar que em seu interior ecoe um grito.
É O MEU MOMENTO!
Intrépido, sorvo esse histórico SUMO.
Que vem carregado de lembranças da meninice magérrima e feliz.
Que vem temperado com especiarias etéreas de uma UNIÃO ESTÁVEL. E feliz.
Às favas, COLESTEROL ruim.
Acompanhe-o, TRIGLICERÍDEOS.
SANTA BEBERAGEM!

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