sábado, 22 de junho de 2013

NOSSA PRIMEIRA ÁRVORE DE NATAL!

Nem IBIRAPUERA, nem RODRIGO DE FREITAS.
Paulistano da gema, essa será sempre para MIM a ordem de grandeza.
Não, não é um parque, nem sequer uma lagoa.
Em que pese a certeza de que PARAÍSOS hão de ter parques e lagoas.
E REDES.
As Minhas virão com o PAPAI-NOEL.
Findo o lusco-fusco, como menina manhosa que faz dengo frente ao séquito, uma nova, pujante e sazonal visita tomou conta da sala da Minha humilde residência.
Comedimento é sempre de bom tom aos seres de boa vontade.
Não fora pelo tamanho – dimensões não lhe faltam -, tampouco pela cintilação – sua iridescência mataria de inveja Clóvis Bornay -, Minha comensal vê-se marcada pela mais indelével das facetas.
A ternura.
Como resistir aos encantos de uma ÁRVORE DE NATAL?
Mormente se erigida pelas mãos de uma FANTÁSTICA.
O solar dos DELLA ROSA, trás uma semana de romaria de saquinhos, sacolas, sacos – HAJA SACO – e da derradeira leva de pertenças, guarda mais semelhança com um acampamento militar.
De Brancaleone.
Resiliente, EU duvidei que sua coluna vertebral pudesse resistir aos imperiosos requebros causados pelas bugigangas, a MINHA CRISTIANE – sou homem de POSSES -, vencendo – VENCENDO? – os efeitos da mosca tsé-tsé que a acompanham desde antanho, fez surgir uma obra-mestra em plena sala, diante dos olhares emocionados e latidos de aprovação dos seus dois CACHORROS.
YGHOR BHORIS e EU, rabos - olhem o CU aí, gente - em pé e ao vento - no Meu OÁSIS venta o tempo todo -, em sincrônica e metafísica melodia natalina, aplaudimos o gigantismo e a lindeza da NOSSA árvore.
Gigantismo e lindeza são a cara da MAMÃE.
Binômio explicado e sustentado por díspares colunas.
A primeira, cristalinamente exposta na escolha do MARIDO.
A segunda, bem, a segunda o POVO fala, e a voz do povo, reza a lenda, é nome de rádio comunista.
O CÃO é irresistivelmente BELO.
Por celebração, artista e CACHORROS, numa prece silente, catatônicos e enlevados e cônscios da Sua pequenez - toda obra capital tem por mister maior recordar Nossas finitude e insignificância -, lançamos ontem, ao se acender a última das incontáveis e multicores luzinhas, um desafio FAMILIAR.
No sacrossanto espaço onde floresceu Nossa ÁRVORE DE NATAL, somente serão permitidas três colheitas.
Dispostas no áureo samburá do RESPEITO.
A si próprio.
Ao outro.
E ao NOSSO ÉDEN.

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