quarta-feira, 24 de julho de 2013

FALE, POETA!

CARINHOS de um HOMEM IMPROVÁVEL!

"VIRIL? INFANTIL!

Prepotente, estico o longo braço.
Roço, ainda tonto, o lençol algente.
Tenso, menino, com os olhos a caço. 
E dimensiono o vazio do quarto silente.

Certezas ME fogem ao contraste da luz.
Resgatado sou pelo irritante despertador.
Como? Por quê? Indolente! Supus.
As horas, soberanas, confirmam o alvor.

Sombras da noite ganham sons e matizes.
Tolhem-ME impiedosas a doce ignorância.
Desafinadas. Plúmbeas. Disfônicas. Diretrizes.
Sofreu a mulher madura de alma na infância.

Por um labirinto de ansiedades e culpas caminho.
Sagaz. Decidido. Ao heroísmo mostrando pendor.
Por um momento desabo. E pranteio quietinho.
Com esgares aflitivos encontro a Minha flor.

Tão evidente, tão nefasta, tão roaz. Tão doída.
Tão familiar. Tão recorrente. Tão humana.
A DOR. Maldita. Infame. Potente. Atrevida.
Levou-lhe o sono, deixando lágrimas. Leviana! 

Mulher, o rosto esconde e prepara o café.
Os grãos, a beberagem, o FILHO-CÃO na cozinha.
Em seu regaço despejo a cabeça sem fé.
Creia-ME, AMOR, você jamais estará sozinha!"

Aos que sabem dar valor.

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