"LAREIRA. LAR!
Articulações doridas.
Ilusões perdidas.
Cicatrizes ardidas.
Quimeras tolhidas.
Sons de Roberto.
O perenal MY WAY.
O monocórdio azorrague.
Plangente e profético Cartola.
Ranger de dentes.
Tiritar de frio.
Os pés protegidos.
As mãos ressecadas.
Poesias lidas.
Heresias cometidas.
Outrora Rei Midas.
Estradas e silhuetas percorridas.
De novo e sempre o mar.
O forte e todo-poderoso vento.
Nuvens plúmbeas. Cinzento céu.
Maduro, enfim a soberana paz.
Tentações há. Se haverão.
Dá-se o mesmo com as pressões.
O banco. A vizinha. Os incoerentes.
Lentidão. Atonia. Desencanto. Torpor.
Massa polar. De buscar colo materno.
Recordista. Um álgido muxoxo externo.
Inaudita conjunção. Invulgar quaterno.
Antítese. Tão distante. Similar inferno.
Agasalhos. Líquidos quentes. Edredãos.
Janelas cerradas. Vozes baixas. Vazios.
Ondas revoltas. Areia pouca. Viltas.
Descompasso. Abscônsias. Ansiedade.
Televisão. Rádio. Livros. Televisão.
Instintos toscos. Desejos poucos. Marrom.
Olhar pedido. Dia perdido. Fome.
Assombrar. Apagar. Abocanhar. Leito.
A paciência remove cada espinho.
Caldo verde. Cresce em valor o ninho.
O mundo é um moinho.
É INVERNO. NÃO estou SOZINHO!"
Aos que sabem dar valor.
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