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quarta-feira, 11 de junho de 2014

FALE, POETA!

Carinhos deste HOMEM IMPROVÁVEL!
Publicado na página DELEGADO POETA.
TEMPOS COMPOSTOS!
Maestro-rei.
Inexorável caminhar da ampulheta.
Que a essência desnuda.
Doença em fase aguda.
Bálsamo para todos os males.
Contraditório. Peremptório.
O tempo.
Má-criações.
E toda sorte de agressões.
A maior de todas, o descaso.
Dia a dia lhe fazemos.
E mais o desconhecemos.
Apesar de que, queiramos ou não, lhe obedecemos.
O tempo.
Mal-armados.
Munidos de prepotência.
Norteados pela maledicência.
Escravos da própria pequenez.
Contra ele investimos.
Cegos e indolentes seguimos.
O tempo.
Mal-amados.
Deixando de lado as emoções.
Privando-nos de auscultar os corações.
Sujeitos à mais fétida das prisões.
A dos moucos ouvidos.
A dos braços e mãos fechados e recolhidos.
O tempo.
Mal-humorados.
Por nos sentirmos isolados.
Desprezando e desprezados.
Insatisfeitos com os outros e consigo mesmos.
Navegando a esmo.
Erigindo em torno de nós um álgido templo.
O tempo.
Mandamento-chave.
Que não se encontra nas escrituras.
Conquanto tenha fé pública.
Somos os únicos culpados pelos nossos erros.
E as vítimas maiores dos nossos berros.
Desde sempre marcados a fogo e a ferro.
Pelo tempo.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

FALE, POETA!

CARINHOS deste HOMEM IMPROVÁVEL!
"SIMPLESMENTE EU!
Contando tostões.
Apertando os cintos.
E os botões.
Assim estou.
Feliz ME sinto.
Cinquenta invernos.
Bastantes infernos.
E tantos oásis.
Outrora isso ouvi.
Hoje não ME troco por rapazes.
Amo a vida. Amo a MIM.
Amor puro. Pujante. Nada chinfrim.
A barriga, a caminhada reduz.
Os poucos dentes sorriem.
No olhar a mesma luz.
Dou vivas à sorte.
Celebro a consorte.
E o FILHO-CÃO.
O vento e a paz do solar.
E a capacidade de a tudo amar.
Os dias já não conto.
Jamais ME senti tão pronto.
Tão disposto. Tão disponível.
Sabedor de que sou falível.
Permito-ME, enfim, errar.
Amar. Amor. Amando.
Sem tempo. Sem quando.
Homem improvável, sim.
Bem mais perto do fim.
Viver bem. Minha finalidade."
Aos que sabem dar valor.

FALE, POETA!

CARINHOS deste HOMEM IMPROVÁVEL!
"TUDO PASSA!
Faz frio.
Fez bastante frio.
Filho sem pai.
Pai sem filhos.
TIO!
De duas joias.
Do meu irmão.
O mais novo.
Amigo do povo.
MEU NÃO!
Família.
EU, uma ilha.
O que plantei?
Não sei.
ESTÉRIL COLO!
Frank Sinatra.
Às favas, mandei.
Nem tudo que seduz é prata.
Vira-lata.
MY WAY!

A NET/VÍRTUA ME tortura.
Descaso. Incompetência pura.
Não faz mal.
Filhos. Bancarrota. Sinal.
Vivo estou, AFINAL!"
Aos que sabem dar valor.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

FALE, POETA!

CARINHOS deste HOMEM IMPROVÁVEL!

"UM DOM. MUITOS SONS!
Maço.
Meço.
Moça.
Missa.
Massa.
Moço
Messi!

Faço.
Fosso.
Fuço.
Fossa.
Isso.
Isto.
Este.
Essa.
Esta.
Esse.
Desce.
Desse.
Disse.
Dá-se.
DOCE!"


Aos que sabem dar valor.

terça-feira, 30 de julho de 2013

FALE, POETA!

CARINHOS deste HOMEM IMPROVÁVEL!



"ETÉREA SILHUETA!

Perfume.
Onírica ilação.
Olfato absoluto.
Há ainda a tentação dos ouvidos.
Em forma de canção.

Raça. Graça. Etnia. Santa. Vadia.
Única. Qualquer. Menina. Mulher.
Pêssego? Veludo? A pele é tudo.
Sensual. Amoral. Cordial. Vestal.
Recatada. Liberada. Dominada.

Olhar.
Imperiosa distinção.
Penetrante. Instigante. Servil.
Música na voz.
Rouca. Pouca. Louca.

Mãos. Boca. Cabelos. Língua. Corpo.
Textos e imagens em lúbrico contexto.
De igual para igual. Por MIM. Para MIM.
Deusa. Demônio. Oxigênio. Ozônio.
Fatal. Fugaz. Frugal. Falaz. Desfaz e faz.

Lirismo.
Ousadia e cinismo.
Égua. Potranca. Cavala.
No quarto. Na sala.
DISPOSTA!"


Aos que sabem dar valor.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

FALE, POETA!

CARINHOS deste HOMEM IMPROVÁVEL!

"ANJO E DEMÔNIO!

Com a sua licença, menino bonito.
A sua benção, todo-poderosa.
Que nada. Tão somente anosa.
Hora boa. Nas fibras, prendo o grito.

Infiro certa angústia. Algo novo?
Sempre atenta. Diligente. Linear.
Quisera, como você, cores divisar.
Nacarado, busco pelos em ovo.

Verve. Doçura ímpar. Talento inato.
Sofro. E confesso. Invejo-lhe a dureza.
Às vezes, crua. Outras, nua. Certeza.
Monocórdia, isso sim. Velha. Chata.

Permita-me uma vez mais discordar.
Sorrio. Meneio a estrutura. De novo?
Há tanta iniquidade. Dor. Sofre o povo!
Insisto, ainda assim, no amor. Em amar.

Com todos os contornos. Com PAIXÃO!
Concordo. Labor hercúleo. Se não mente.
Inquisitiva. Dedutiva. Arisca. Minha mente.
Manteiga pura. Mel da terra. Meu coração.

Tão distantes. Conflitantes. Improváveis.
Senti primeiro. Triste fado. Atrasei a prosa.
Filha de Huno. Você, jejuno. Os dois, botões de rosa.
Limitada, diria eu. Frágil, afirmo eu. LOUVÁVEIS!"


Aos que sabem dar valor.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

DOMINADOR. CONDOMÍNIO. COM DOMÍNIO!

MOMENTO NARCISO!
EVOLUÍMOS.
Mercê da generosidade da jovem SHEILA, trás cinquenta anos de rebeldia, agora tenho UM DOMÍNIO.

www.delegadodellarosa.com.br

E para lá será direcionado o BLOG PALAVRA DE DELEGADO.
Como sigo sendo um ÁS NO computador, em concomitância - SANTA IGNORÂNCIA! - nem este, tampouco o outro, estão funcionando.
Como EU, o BLOG está EM MANUTENÇÃO.
Revisão dos CINQUENTA anos da ANTA ROSA.
Revisão dos cânones da cibernética pela ANTA ROSA.
As postagens seguem sendo feitas cá e lá.
Por enquanto, somente por aqui lidas.
Que o genial PABLO NERUDA, sempre perfeito, desta feita NÃO o seja por delongado tempo.
"A poesia tem comunicação secreta com o sofrimento do homem."
Assustado, ansioso e apaixonado.
PAULO DELLA ROSA JUNIOR.
PLEBEU. ATEU.
EU!

terça-feira, 23 de julho de 2013

FALE, POETA!

CARINHOS deste HOMEM IMPROVÁVEL!

"LAREIRA. LAR!

Articulações doridas.
Ilusões perdidas.
Cicatrizes ardidas.
Quimeras tolhidas.

Sons de Roberto.
O perenal MY WAY.
O monocórdio azorrague.
Plangente e profético Cartola.

Ranger de dentes.
Tiritar de frio.
Os pés protegidos.
As mãos ressecadas.

Poesias lidas.
Heresias cometidas.
Outrora Rei Midas.
Estradas e silhuetas percorridas.

De novo e sempre o mar.
O forte e todo-poderoso vento.
Nuvens plúmbeas. Cinzento céu.
Maduro, enfim a soberana paz.

Tentações há. Se haverão.
Dá-se o mesmo com as pressões.
O banco. A vizinha. Os incoerentes.
Lentidão. Atonia. Desencanto. Torpor.

Massa polar. De buscar colo materno.
Recordista. Um álgido muxoxo externo.
Inaudita conjunção. Invulgar quaterno.
Antítese. Tão distante. Similar inferno.

Agasalhos. Líquidos quentes. Edredãos.
Janelas cerradas. Vozes baixas. Vazios.
Ondas revoltas. Areia pouca. Viltas.
Descompasso. Abscônsias. Ansiedade.

Televisão. Rádio. Livros. Televisão.
Instintos toscos. Desejos poucos. Marrom.
Olhar pedido. Dia perdido. Fome.
Assombrar. Apagar. Abocanhar. Leito.

A paciência remove cada espinho.
Caldo verde. Cresce em valor o ninho.
O mundo é um moinho.
É INVERNO. NÃO estou SOZINHO!"

Aos que sabem dar valor.

domingo, 21 de julho de 2013

POEMETO!

Mal consigo caminhar.
Ela carrega o seu CAIAQUE.
Pompeio um jovial bronzeado.
O SOL lhe fustiga a NÍVEA tez.

Os lençóis de cetim amarfanhados.
Poesias lidas com erres fortes. Sussurros.
Ao fundo, Isolda. 
OUTRA VEZ!

FALE, POETA!

CARINHOS deste HOMEM IMPROVÁVEL!

"NÃO PREVENIR. TAMPOUCO REMEDIAR!

Vista cansada.
Imagens em movimento.
Luzes.
Em díspares ângulos.
Em retintos policromos.
Abaixo, o plúmbeo pano.
Às quatro da manhã pulsando.
Um colar de pérolas.
Incontáveis lanternas que vêm.
Ou estariam regressando?
Vermelho.
Aos pares. Unos.
Tênues. Fortes. Vibrantes.
Vão. Vans. Voltam?
Contrariado, percorre-ME o brônzeo peito nu uma onda de calor.
A contrariar todas as previsões.
O breu ao fundo.
Cortado pelo monte que se diz ilha.
Um chá? Quem dera!
Haverá frio?
Por ora, coca-cola. Congelada!
À direita, soberana, a antena.
A reproduzir sinais.
EU aqui, na varanda, só e satisfeito.
A narrar cenas.
O céu.
Sem estrelas.
Estranhamente manchado.
Reflexos da claridade.
Ecos da convulsão.
Reverberações da rolagem.
Erupções do cordial.
Das quatro horas da manhã de um domingo.
O mar.
De Vicente de Carvalho.
São Vicente!
De sete ondas que beijam a areia.
Em hipnótico compasso.
Traços de uma mansidão incoerente.
Previsões.
Fundamentais. Essenciais. Viscerais.
Imprescindíveis.
Aos que têm toda a existência pela frente.
Quando se está na posse e sob o jugo da pouca idade.
Previsões.
Provisões.
Quem umas bem fez, em paz das outras goza.
Ser improvável.
HOMEM IMPROVÁVEL.
Desdouro do destino.
Das previsões, motejo.
De pródigas provisões, inconsequentemente consciente, levianamente hedonista e intrepidamente feliz, manteve-se fiel.
A si.
Perdulário.
Vista cansada.
Alma tranquila.
Cinquenta anos.
Erraram as previsões.
Às quatro da madrugada o ar é tórrido.
A umidade é baixa.
E o vento brando.
Meditabundo, umas linhas traço.
Há certo?
Desacertei EU?
Os Meus sempre todo-poderosos olhos oscilam.
Lambem o papel. Libam a natureza.
Acerto.
Hoje. Lá atrás.
Da vida não se leva nada, musicou alguém.
Sinto-ME dono de tudo.
Tudo o que importa.
Depois da porta, o fim.
Na tela que a Minha frente se descortina, a lição.
De VIDA!
Lamentar o passado e adivinhar o futuro quiçá seja uma opção.
Daqueles que creem ser o centro do universo.
Os humildes, os ungidos, os felizes, desfrutam.
Sem culpa. Sem dores. Em distensão.
Com amores.
As cores do mundo.
Repetitivas.
IMPREVISÍVEIS!"


Aos que sabem dar valor.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

FALE, POETA!

CARINHOS deste HOMEM IMPROVÁVEL!

"PELA DONA DO SÉTIMO ANDAR!
Escadas.
Malvadas.
MALVADA!

Vizinha.
Sozinha.
Visada.
Piso sete.
O andar.
Jardins.
Pele branca.
Tamancas.
Que ANCAS!
Ócio.
BUTIQUE.
Negócio.
Olor.
Elevador.
Impudor.
Seios.
Sem receios.
Todos os meios.
Vinte degraus acima.
Vinte e cinco anos abaixo.
MENINA!
Rouco.
Louco.
De nada pouco.
Manhã.
Amanhã.
Pela semana seu fã!
Voyer.
Affaire.
MULHER!
Instiga.
Cinta-liga
Desliga!
Acende.
Entende.
APRENDE!
Indecência.
Leniência.
EXPERIÊNCIA!
Inspira.
Pira.
Suspira.
Que HOMEM!
Meu REI!
MY WAY!"

Aos que sabem dar valor.

FALE, POETA!

CARINHOS deste HOMEM IMPROVÁVEL!
Extraordinariamente composto DENTRO DA VAN. Com letra cursiva. Papel amassado. Caneta BIC!
"À MESTRA COM CARINHO!
Sons agrestes.
Bancos rotos.
Desconforto. Físico e moral.
PEIXE À ESPERA. Nada mal.
Multicores e estranhas vestes.
Odores ruins.
Olores sem fim.
Corpos. Corpos. Corpos. Corpos.
Divisa. Marco inicial.
Divisa. Ponto final.
São Vicente. Ilha. Continente.
À frente. Para frente!
Gente sisuda. Gente que ri.
Chapinhas. Bonés. Rastafáris.
Motorista. Cobrador. Mambembes.
Elã. Afã. Vãs. Fãs. VAN!
Vozes altas. Soldos baixos.
Celulares. Distintos ares.
Longa viagem. Um grito. PASSAGEM!
Doce convite da ardida irmã.
CYNTHIA. Paula, como EU.
DELLA ROSA. Como EU.
Pudica. Ortodoxa. Pia. Contida.
Tão diferente do irmão. Plebeu. ATEU!
Linha AMARELA.
Faixa Amarela.
FAIXA DE GAZA.
Sufoco. Calor. Tensão.
Inaudita história. Tocante saga.
Gente em pé. Gente cansada.
Gente como a gente.
GENTE. GENTE. GENTE. GENTE.
Horário de pico.
Retorno ao lar.
Gente humilde.
Aos filhos, aos maridos, às esposas, a voltar.
Gente sofrida. GENTE QUERIDA.
Minha gente.
Aos solavancos, pra lá e pra cá.
De novo. E sempre. Ao deus-dará.
Yuri comigo. Cristiane também.
Um, AMOR. Outro, abrigo.
Em pleno caminho.
Em perfeita UNIÃO.
De repente, o MAR.
De supetão, o LUAR.
Vontade de chorar.
OLHAR. OLHAR. OLHAR. OLHAR.
A casa da TITIA.
Os olhos verdes da MAMÃE.
Uma RAINHA. GIULLIA!
Uma joia. PESCADA.
Um artista. Onde seu povo está.
O BRASIL verdade.
Inferno. Paraíso. Cidade.
De coração aberto. SAMARITÁ!"
Aos que sabem dar valor.