CARINHOS deste HOMEM IMPROVÁVEL!
"MORREU. MORREMOS!
Quisera EU falar da vida como ela é.
Insone, busquei no vaivém das ondas inspiração.
Na placidez da varanda. Música. Vento. Absorto. Em pé.
De supetão, um horrendo estrondo. Consternação.
Alguns transeuntes correm. Acenam. Acodem. Gritam alto.
Mais um dos velozes e perigosos ao longe. Some no breu.
A luz bruxuleante não deixa dúvidas. Há um corpo no asfalto.
Perplexidade. Na boca, fel. Na avenida, inerte, um irmão meu.
Marejam-ME os olhos. Fortíssimas emoções lá embaixo se divisa.
Um homem. Vários homens. Minha mulher. Outras mulheres.
Ele, jaz no canto. Eles, em torpor. Ela, ressona. Elas, em pranto. Na divisa.
Briga entre o bem e o mal. Coragem. À luta! Metamos Nossas colheres.
No trânsito, ASSASSINO! A fuga, crime capital. Letal máquina. Homem sem sorte.
Leis mais rígidas. Fiscalização. Radares. Lombadas. Ajuda da ciência.
Esse draconiano exército pouco pode frente à tamanha falta de consciência.
Foi-se um desconhecido. Antes do dia haver amanhecido. Raiou a MORTE!"
Aos que sabem dar valor.
Nenhum comentário:
Postar um comentário