sexta-feira, 16 de agosto de 2013

AMADO PALAVRÓRIO!

INAUDITA ADIÇÃO!
Por quê?
Pergunto EU ao ser que mais amo neste início de madrugada álgida e muito provavelmente insone.
Incontinente, intuo a ansiada resposta.
NÃO SEI!
Nada mais razoável.
A explicação passa ao largo dos ditames racionais.
É cordial.
Passional.
Visceral.
Escrevo para MIM. Por MIM. Sobre MIM.
Ególatra e anacoreta, gozo de forma solitária e indizível o prazer de premer as teclas do computador em frenética compulsão, como outrora já o fiz com a máquina de escrever e, com ufanismo e de maneira análoga, repito há decênios com a querida BIC.
Terapia?
Não. Tal mister é-ME prazenteiro sim. Contudo, exaustivo.
Lazer?
Jamais. A última flor do Lácio impõe-ME minudente concentração e espartano critério.
Vaidade?
Tampouco. A escrita traz em seu bojo ululante constatação. A pequenez do artesão frente à imensidão e à pujança da matéria-prima.
Escrevo.
Logo, existo.
Escrevo para oxigenar a alma.
Por respeito a Minhas entranhas.
Para que o coração transpire.
Improvável, sou Homem de palavra.
Improvável, sou Homem de BASTANTES palavras.
Por ela e por elas, sou escravizado.
Torturado.
E abençoado.
E dela e delas, ME alimento.
Nela e nelas, busco aconselhamento.
Amplitude.
Inspiração.
E, mormente, através dela e delas, ME reconheço.
Autor e obra.
Texto e criador.
Interfaces de um mesmo vento.
Filhos de um mesmo tempo.
Timbres de uma mesma voz.
BENDITA AUDIÇÃO!

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