sexta-feira, 13 de setembro de 2013

SEXTA-FEIRA 13!

Tenho PAVOR de alguns números.
Especificamente os que aparecem no Meu CONTRACHEQUE de policial aposentado do ESTADO MAIS RICO DA FEDERAÇÃO e, via de consequência, os que dão RUBRO viço a Minha conta bancária.
Certa feita, ouvi que GERENTES de banco sentem o cheiro do dinheiro.
Devo usar o mesmo perfume do presidente do BANCO CENTRAL.
Neste tão decantado dia - atentem para o horário, 09h15, já recebi a DÉCIMA TERCEIRA LIGAÇÃO -, as hipersensíveis narinas do diligente funcionário do BANCO DO BRASIL fazem valer o salário.
O DELE, que fique bem claro.
Húmil e resiliente, atendo a cada uma e todas as chamadas com o invariável BOM HUMOR e a indefectível POBREZA - praticamente SEGUNDAS epiderme, derme e tela subcutânea - que tanto ME caracterizam.
E celebrizam.
Quiçá PIO, quiçá CARITATIVO, o verborrágico funcionário foi, por certo, criativo.
Exatamente no telefonema de número 13 do dia, intentou fazer uso da Minha provável RELIGIOSIDADE - vivemos sob o NEFANDO jugo das RELIGIÕES -, apelando para, segundo ele, POSSÍVEIS penas no além-mundo.
Inspirado, fez questão de ACLARAR o Meu itinerante juízo sobre a IMPORTÂNCIA da SEXTA-FEIRA 13 para reflexões de ordem MORAL, que aos Meus DIABÉTICOS ouvidos têm viés estritamente ECONÔMICO.
Até a figura para MIM simpática do BELZEBU concitou.
Belzebu, berzabu, berzabum, berzebu, brazabum, barzabu, barzabum, demônio, demônio-chefe, príncipe das trevas, satanás, coisa ruim, ou, no popular, o DIABO, trás uma rápida pesquisa por MIM realizada.
Aceitei as argumentações TÓRRIDAS e etéreas vindas do outro lado, o da LINHA TELEFÔNICA, que NÃO pairem dúvidas.
Disse-lhe, com a voz de PENITENTE apavorado, que SIM, iria fazer tudo o que estava a Meu alcance para a RESOLUÇÃO da longeva INSOLVÊNCIA e, de quebra, a EXPIAÇÃO dos Meus FINANCEIROS pecados.
Ele, INOCENTE como todos os que CREEM, afastou por completo a voz metálica tão comum aos COBRADORES e, em um timbre afável e CELESTIAL, indagou-ME qual seria efetivamente a Minha ação.
Incontinente, respondi.
VOU VENDER A MINHA ALMA PARA O CAPETA e com o montante haurido nas Minhas doravante satânicas mãos, far-lhe-ei uma visita.
A LIGAÇÃO CAIU!

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