segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

ETERNO PEDRINHO!

A gloriosa POLÍCIA CIVIL DO ESTADO DE SÃO PAULO está chorosa.
Assim está, outrossim, este ANOSO e MAZELENTO delegado que, entre os pares, sempre foi conhecido por DELLA ROSA.
E assim estão também cada um e todos os homens da lei da COSTA DA MATA ATLÂNTICA.
Quis o destino, movido pelos cânones da LEI DAS PROBABILIDADES, bíblia dos ATEUS como EU, furtar-Nos o convívio deste HOMEM de mil talentos, de mil habilidades.
PEDRO FERNANDO PEREZ!
Dos meandros do policial INQUÉRITO, um professor EMÉRITO.
Na complicada seara das relações interpessoais, seu CARISMA, seu ALTRUÍSMO, seu BOM HUMOR e a sua LEALDADE ficarão para os anais.
Que ME perdoem outros próceres, mas, para MIM, o CHEFE PEDRINHO é o melhor representante daquela acrisolada cepa de IRMÃOS que Nós, policiais que AMAMOS a liça a despeito das bastantes vicissitudes, ingratidões, desdouros e descasos, alcunhamos de VELHA GUARDA.
Tínhamos, PEDRINHO e EU, tanto em comum.
A PAIXÃO pela vida.
E pelo FUTEBOL.
Em que pese o PÉSSIMO gosto do QUERIDO chefe.
A pronúncia carregada dos ERRES, indelével marca das Nossas origens afins.
E, notadamente, a arraigada certeza de que o MISTER de proteger e servir, imprescindível para a manutenção da paz e da ordem, é um TRABALHO DE EQUIPE!
Mais do que notáveis compêndios de polícia judiciária contados aos milhares, o CHEFE PEDRINHO datilografou e digitou, na alma de cada companheiro seu, a valiosa e inolvidável lição da PARCERIA.
Ratificada dia a dia por seu EXEMPLO.
E pela raríssima e louvável tônica da sua MARCANTE personalidade.
Tratar superiores, pares e SUBALTERNOS com deferência, carinho e - PÉROLA maior do seu coração de ESCRÍNIO - de forma igual.
Saiba, insubstituível PEDRINHO, que a PORTA ABERTA que tanto caracterizava quaisquer fossem as suas TUMULTUADAS salas, foi o MAIOR e MAIS PROFÍCUO ensinamento - e foram MUITOS! - que de você recebi.
Deixo aqui registradas DUAS imorredoiras passagens.
Limitado e de poucas luzes, quando exerci a HONROSA função de ESCRIVÃO DE POLÍCIA AD HOC no QUARTO DISTRITO POLICIAL DE SANTOS, cometi um deslize no que tange aos draconianos prazos da respeitável peça inquisitória.
Em desespero, busquei apoio em suas IMENSAS - apesar dos seus parcos centímetros de altura, como EU costumava lhe dizer! - asas, apreensivo e envergonhado.
Não só tive a RESOLUÇÃO imediata do infortúnio, como - lembro-ME dos seus olhos AGITADOS - ouvi em alto e bom som, na sala do diligente delegado titular, esta INSTRUTIVA e EMOCIONANTE frase saída dos seus sempre DOCES lábios.
"NÃO foi o MENINO quem ERROU. Fomos NÓS, ele e EU!"
E uma segunda, ainda mais avassaladora em matéria de EMOÇÃO.
Quando PERDEMOS, todos NÓS, SOCIEDADE e EU, o melhor policial que conheci, o Meu ETERNO PARCEIRO Evair Alves, o BELO.
Tão BELO!
Por fora, por dentro e no NOME!
Chorando copiosamente, sou surpreendido por uma MÃOZINHA branca e trêmula nos ombros e incontinente agraciado com a PATERNAL voz do CHEFE PEDRINHO.
"Não chore, DELLA RRRRROSA. O BELO queria que TODOS NÓS sorríssemos sempre."
Obrigado, PEDRO FERNANDO PEREZ.
Saudades, Meu AMIGO!
Um preito final.
Este CORINTIANO de devoção, enfim cumpre uma velha promessa que lhe fez, cantando com a voz EMBARGADA.
Santos, Santos, sempre Santos, assim como o CHEFE PEDRINHO, dentro ou fora do alçapão, jogue o que jogar, és o leão do mar.
ADEUS, MEU CAMPEÃO!

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