terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

TENSA CAGADA!

Não há limites para a degradação humana.
Mercê do AMARELECIDO tom da Minha certidão de nascimento, concentro os Meus ROLEZINHOS nos laboratórios de análises sanguíneas.
Descobri-ME DIABÉTICO.
Trás a acachapante POBREZA e a inarredável VELHICE.
Desde então, com religiosa assiduidade, entrego-ME ao desprazer da PICADURA.
Padeço, desde a puerícia, de AICMOFOBIA.
O que torna tal prática ainda mais torturante. Aterrorante. E, DETESTÁVEL.
Não contente com a imputação de tão devastador OPRÓBRIO, a medicina - na pessoa de um dos seus PRÓCERES, o excelso Marco Paulo Reynol -, determinou que EU ME submetera a mais uma das suas maldades.
EXAME DE FEZES!
Como NÃO poderia deixar de ser, DEU MERDA!
Afirmo, sem medo de possíveis e prováveis retaliações.
NINGUÉM com um CU decente pode acertar a BOSTA exatamente no interior daquele POTINHO!
NINGUÉM!
Preparei-ME.
Medições e meditações foram levadas a cabo, com o perdão do trocadilho.
Na mente, a nada AUSPICIOSA indicação da gentil - como pode uma pessoa manter a AFABILIDADE sendo responsável por entregar e, mal maior, receber os tais COLETORES? - atendente que MO - MO, adoro PESSOA - entregou o tal POTINHO.
"A PRIMEIRA DA MANHÃ!"
Que BOSTA!
De manhã, todos os CUS são pardos. Creio - horrível tal inflexão verbal! - que os CUS sejam PARDOS todo o tempo. O tempo todo.
E, além de pardos, ASSONADOS.
Escurecendo, com o perdão da ilação, ainda mais o CENÁRIO.
Disciplinado, este ANOSO e MAZELENTO delegado assim o fez.
CAGUEI!
Todo torto.
O POTINHO como porto.
Um cheiro de peixe, carnes, verduras, grãos, arroz integral e outras iguarias HIPOGLICÊMICAS.
Que a despeito do BAIXO potencial dulcífero, carregam um odor MORTÍFERO.
O CU absolutamente centrado.
O DELEGADO, ridiculamente DOBRADO.
O POTINHO - maldito! -, LAMENTÁVEL e IRREMEDIAVELMENTE, cagado.
MERDA pra todo lado.
Menos UM!
O lado de DENTRO!
Com a coluna e o MORAL em frangalhos, troco alho por bugalhos.
Desisto da INEPTA pazinha.
Solto um urro medonho e, tomado por inaudita intrepidez, ataco a BOSTA de uma só vez.
E com a MÃO DIREITA. 
Se bem que, antevendo as vicissitudes, houvera EU adentrado o banheiro com o PÉ DIREITO. O que de nada serviu.
SER VIL, agarro o fétido e amorfo pedaço de COCÔ e, procurando olvidar-ME da nobilíssima condição de AVÔ que pompeio, quebro aquele troço de FEZES no meio e enfio no buraco.
NÃO, PACÓVIOS!
Não foi no buraco que lhes veio à cabeça, notadamente cheia de merda.
No POTINHO!
Com a deliciosa sensação do dever cumprido, faço uso do papel higiênico e ME entrego à prazenteira ASSEPSIA do COFRINHO.
POTE DE MERDA em mãos, respiro fundo e, apoiado na IMANE generosidade da consorte COM SORTE, Cristiane Andrade, BERRO do FUNDO do Meu ser pela sua presença.
Eis que à soleira do ambiente onde reina a PRIVADA, surge a PÚBLICA figura dessa HONORÁVEL servidora municipal.
MÃE, na essência.
Sigo, tocando os píncaros da indecência.
Estendo o braço DIREITO em sua direção e sou DIRETO.
Ela, que há de sempre carregar as DELÍCIAS e as AGRURAS do seu ÚNICO parto, custa a acreditar no que ouve.
Resiliente, aquiesce com um esgar.
Penso EU que com vontade de vomitar.
Como a SENHORA DELLA ROSA iria nesta fatídica manhã levar a sua PICADURA - já levara outras pela madrugada -, entendeu de pronto o EPIMÍTIO contido na Minha oral e cifrada mensagem.
Leve para MIM, por favor. Quem pariu MATHEUS que o EMBALE!, disse EU.
Um cafajeste CAGÃO.
Um BEM-HUMORADO ateu.

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