terça-feira, 13 de maio de 2014

SUUM CUIQUE TRIBUERE!

O CENTÉSIMO TRIGÉSIMO TERCEIRO dia do ano do calendário gregoriano.
ATEU visceral, de nada ME servem as decantadas ilações míticas da efeméride.
Em que pese a relevância da PROPORÇÃO ÁUREA, posto que restam tão somente 232 dias para o seu fim.
Concentro-ME, pois, na ACRISOLADA referência.
Em uma de suas mais SUBSTANTIVAS inferências.
LEI ÁUREA!
Lei imperial nº 3.353, tecnicamente.
Datada de 13 de maio de 1.888, vergonhosamente.
NÃO deveria nem sequer haver existido.
Exatamente porque saneadora do mais repugnante OPRÓBRIO tupiniquim.
Contudo, hoje NÃO é dia de acérrimas observações.
Tampouco da FÉRREA DEFESA DA POLÍTICA DE COTAS, que protagonizo incansavelmente.
Da enervante e deprimente e insuportável cantilena de que NÃO há RACISMO no BRASIL.
Ou, uma das PÉROLAS NEGRAS que ouvi recentemente, NÃO há como IDENTIFICAR os NEGROS em Nosso país.
NÃO!
O momento é de festa.
SICILIANO que sou, NÃO imagino celebrações sem apologia às MULHERES.
Naturalmente, BASTANTES foram os responsáveis por essa REDENTORA atitude. MULHERES e homens que pagaram com o prestígio, a PAZ e até mesmo com a VIDA - beijo-Lhe a face, IMORREDOIRO jornalista e advogado LUIZ GAMA! -, o inaudito preço desta REMISSÃO.
De qualquer sorte, uma histórica FIRMA consta do AMARGO remédio jurídico.
Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança e Bourbon, a Nossa PRINCESA ISABEL!
Haveria de ser.
Uma MULHER a assinar o mais importante papel da jovial existência do PINDORAMA.
IMPERIAL.
E MATERNAL
Resgatando a dignidade.
De uma enorme família de NEGROS, brancos, cafuzos, mamelucos, mulatos e MALUCOS que URDEM o tecido social tupiniquim.
Que o dia 13 DE MAIO DE 2.014 passe a ser ainda mais EMBLEMÁTICO.
Que MULHERES e homens que ostentam a DISTINTIVA condição de BRASILEIRAS e brasileiros, de nascimento, de adoção ou devoção, ao olharem para o ESPELHO NOSSO DE CADA DIA, façam reverberar a tão FULCRAL lição.
Que transcende RAÇAS e CREDOS, dores e amores.
"Do pó viemos e ao pó voltaremos.". Sim, EU adoro livros. Quaisquer deles.
E o PÓ definitivamente NÃO tem cor definida.
No embalo das palavras de um PROFESSOR - nédia distinção! -, o POETA Eduardo Ferreira de Oliveira, em um excerto do HINO À NEGRITUDE (Cântico à Africanidade Brasileira), encerro esse APAIXONADO preito.
NÃO sem uma PEREMPTÓRIA assertiva.
SER NEGRO - apesar da Minha PÁLIDA e INSOSSA tez - , é o MAIOR ORGULHO da Minha vida.

"...Ergue a tocha no alto da glória
Quem, herói, nos combates, se fez.
Pois que as páginas da História
São galardões aos negros de altivez...."

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