terça-feira, 17 de junho de 2014

FALE, POETA!

Carinhos deste HOMEM IMPROVÁVEL!
Publicado na página DELEGADO POETA.
RÓSEO OUTONO!

Muita água por debaixo da ponte...
Algumas marcas de expressão na fronte...
E o AMOR como INESGOTÁVEL fonte....
Bastantes histórias para narrar.
Incontáveis louros a festejar.
Uns poucos arrependimentos.
A dor e a tristeza em certos momentos.
A busca incessante do saber.
A diuturna negação do ter.
A paixão por estribilho.
A vida de volta ao trilho.
A constante espera dos cabelos brancos.
A insistente cobrança vinda dos bancos.
Outrora tantos, o alcance do valor de CADA amigo.
Estar o tempo todo olhando para o próprio umbigo.
A redescoberta do sol, do mar e das areias.
Para dormir, a imperiosa necessidade de meias.
O SOLAR DA PAZ E DO VENTO.
A opção pela verdade cem por cento.
Os sempiternos efeitos da síndrome do pânico.
O pagamento alimentário afegânico.
A inarredável parceria do FILHO-CÃO.
E os jogos do CORINGÃO.
O temor da maldição diabética.
E a exasperante rotina atlética.
As duas arrobas que emagreci.
O ostracismo a que ME submeti.
O incontrolável desejo por brigadeiro e quindim.
A inexorável certeza de que estou mais próximo do fim.
Os sábados percorrendo a feira.
A compra de uma adorável sorveteira.
O lancinante sofrimento da Amelinha em Joia Rara.
E a conta de luz que de subir não para.
A boca repleta de falsos dentes.
E a lamentável eleição dos indecentes.
De uma UNIÃO ESTÁVEL, a lavratura.
A descoberta de que a VIDA A DOIS tudo cura.
O acachapante desprezo da filha e do filho.
O deleitante sabor do creme de milho.
A imorredoira saudade de PAPAI.
A vívida confirmação de que ELE do Meu pensamento NÃO sai.
Os DOZE DIAS que faltam para os festejos.
A percepção de que só aumentam os Meus desejos.
O YURI, a GIULLIA e a PIETRA VALLENTINA.
A irrefreável EVOLUÇÃO como sina.
O zelo e a preocupação com a TERRA DOS ANDRADAS.
E as vistas cansadas.
Os contos, as crônicas e as poesias.
A ALBA a ME abrir os olhos todos os dias.
A ansiada NEGRITUDE.
Ser um Homem de atitude.
A benção de ser Cristiane Andrade Minha consorte.
A tensão de evitar nos BELOS pés 44 qualquer corte.
A plena consciência da Minha pequenez.
A férrea disposição de começar tudo outra vez.
O Meu visceral ATEÍSMO.
A Minha OJERIZA por cinismo.
A QUINQUAGÉSIMA PRIMEIRA velinha.
Envaidecedora condição que é só Minha.
O espelho, tão crítico, fez-se aliado.
O coração, para orgulho Meu, ainda mais NACARADO.
O derradeiro adeus à ROTUNDA PANÇA.
E a cabeça sitiada pela ESPERANÇA.
NADA importam fama, prestígio, poder e bens.
O que vale é MERECER ouvir, de si mesmo, PARABÉNS!

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