quinta-feira, 20 de junho de 2013

COMPROVADA IMPROBABILIDADE...

INDISFARÇÁVEL ORGULHO!
Vivo, sim, uma espartana realidade.
Perdulário e inconsequente, tratei o dinheiro suado de outrora como se fora uma deliciosa conquista feminil. DESFRUTEI à exaustão os seus contornos, sem a mínima preocupação com o porvir.
NÃO ME ARREPENDO.
Há apenas DOIS TIPOS de homens com AGÁ maiúsculo.
Os que FALAM das mulheres que gostariam de haver comido.
E os que NÃO FALAM das que comeram.
Homem IMPROVÁVEL, sou o modelo HÍBRIDO.
Voltando à questão axial, felizmente, ainda há pouco, venci mais uma das constantes vicissitudes de um homem POBRE. E VELHO.
Presbita emetrope e consciente do PODER do Meu olhar, fujo das sombras.
O obscurantismo é-ME abjeto.
Não só por ABNUENTE das suas formas metafóricas.
Pela óptica - com o perdão do trocadilho - estrita, em especial.
Eis que se fez a luz.
O armário do banheiro, que sustenta o baço espelho a quem diuturnamente recorro para as assepsias e a ESCATOLOGIA concernentes a Minha comezinha idiossincrasia, recebeu NOVA ILUMINAÇÃO.
Tudo às claras, nem que seja no Meu BANHEIRO.
Adeus assassínios da TEZ e contornos do cansado rosto.
Adeus BOLINHAS DE RANHO fora dos alvos.
Adeus erros TOSCOS no SUDOKU.
EU agora ENXERGO o que faz a lâmina de barbear.
EU agora VEJO exatamente aonde a MELECA foi parar.
Eu agora NÃO confundo mais o 1 com 7. O 5 com 8. Basta não saber rimar LÉ com CRÉ!
LUZ.
Muita LUZ.
BASTANTE CLARIDADE.
Que ME sirva de CLARIVIDÊNCIA.
Já ME serve de AFAGO.
A Minha SENESCENTE figura reproduzida no espelho, sob o benfazejo manto da solar clareza, empresta-ME BÍFIDA sensação.
Ali está retratado um HOMEM FELIZ.
Que se UFANA de ser QUEM é e COMO É.
Justamente porque o É.
Exposto.
DEVASSO. E DEVASSADO.
Espelho, espelho MEU.
Aqui, entre MIM e você, uma certeza.
No ignoto e solitário momento de se afeitar ou na pública e gregária interface que parece a tantos incomodar, a IMPROVÁVEL unicidade.
É, espelho MEU, aqui e lá, EU SOU MESMO SEMPRE EU!

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