sexta-feira, 2 de agosto de 2013

MEMÓRIAS PÓSTUMAS DO DELLA ROSA!

DORIDO PREITO!
Doído peito.
Não é segredo algum o quanto pranteio a falta de PAULO DELLA ROSA.
O PAI.
O mais CHARMOSO dos Homens.
São mais de QUARENTA INVERNOS sentindo o ÁLGIDO vazio da Sua ausência.
São incontáveis analogias, comparações, apreciações, adivinhações, sondagens, consultas, ponderações, análises, diálogos, solilóquios, lembranças.
No desesperado afã de fazê-lo PRESENTE.
No tresloucado anelo de conhecê-lo melhor. E mais.
No torturante escopo de ME mostrar a ELE.  E dele receber um afago.
A tarde de hoje, em que pese o senegalesco calor invernal, quiçá refugo de um país em convulsão, foi PLÚMBEA.
Gélida.
TRISTE.
Tocar o corpo inerte de um dos Homens mais cheios de vida que conheci pareceu-ME surreal.
CORINTIANO.
Com a PIADA e o CONSELHO prontos. Cirúrgicos. INEXCEDÍVEIS.
PATERNAL por cada poro.
O VIZINHO mais famoso. Mais querido. Mais celebrado. E MAIS FESTEIRO!
Ungido.
Da saudosa DONA LEDA, marido.
Pai da CLAUDINHA.
Da DANIELA.
E do FERNANDINHO.
Engraçado isso.
CLAUDINHA e FERNANDINHO. Sempre.
Sempre DANIELA.
Idiossincrasias. Em que pese o MESMO amor por todos.
SÃO VICENTE perdeu um pouco do seu brilho.
Da sua ALEGRIA.
E MUITO em matéria de DECÊNCIA!    
SEU ZECA não era um munícipe qualquer.
Um compatrício qualquer.
Um brasileiro qualquer.
SEU ZECA era e seguirá sendo EXEMPLO.
TÓTEME.
NORTE.
Sorte de quem como EU desfrutou do Seu convívio.
VELHO que sou, lembro-ME de uma divertida brincadeira infantil conhecida por MÃE DA RUA.
Pois, ontem, deitou-se o PAI DA RUA.
Com uma BANDEIRA DO SPORT CLUB CORINTHIANS PAULISTA a Lhe cobrir.
E a dizer, em alto e bom som, para TODOS e CADA UM que ali estavam que se deu o EXÍCIO de um GRANDE HOMEM.
Um SER HUMANO ESPECIAL.
UM PAI.
Dos PAULINO.
Da rua SÃO JORGE.
Que poderia e DEVE ser EXEMPLO para TODOS OS PAIS DO BRASIL!
Quem estava no velório do Hospital São José assistiu ao MEU PRANTO.
De SAUDADES, sim.
Contudo, como se fora EU um aprendiz de marinheiro em ÁGUAS SALGADAS, de AGRADECIMENTO.
Valeu, SEU ZECA!
Estou certo de que quando chegar a MINHA VEZ, alguém há de dizer que EU O tive sempre no CORAÇÃO.
E, de MIM dirão, também.

QUE HOMEM!

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