DORIDO PREITO!
Doído peito.
Não é segredo algum o quanto
pranteio a falta de PAULO DELLA ROSA.
O PAI.
O mais CHARMOSO dos Homens.
São mais de QUARENTA INVERNOS
sentindo o ÁLGIDO vazio da Sua ausência.
São incontáveis analogias,
comparações, apreciações, adivinhações, sondagens, consultas, ponderações,
análises, diálogos, solilóquios, lembranças.
No desesperado afã de fazê-lo
PRESENTE.
No tresloucado anelo de conhecê-lo
melhor. E mais.
No torturante escopo de ME
mostrar a ELE. E dele receber um afago.
A tarde de hoje, em que pese o
senegalesco calor invernal, quiçá refugo de um país em convulsão, foi PLÚMBEA.
Gélida.
TRISTE.
Tocar o corpo inerte de um dos
Homens mais cheios de vida que conheci pareceu-ME surreal.
CORINTIANO.
Com a PIADA e o CONSELHO prontos.
Cirúrgicos. INEXCEDÍVEIS.
PATERNAL por cada poro.
O VIZINHO mais famoso. Mais
querido. Mais celebrado. E MAIS FESTEIRO!
Ungido.
Da saudosa DONA LEDA, marido.
Pai da CLAUDINHA.
Da DANIELA.
E do FERNANDINHO.
Engraçado isso.
CLAUDINHA e FERNANDINHO. Sempre.
Sempre DANIELA.
Idiossincrasias. Em que pese o
MESMO amor por todos.
SÃO VICENTE perdeu um pouco do
seu brilho.
Da sua ALEGRIA.
E MUITO em matéria de DECÊNCIA!
SEU ZECA não era um munícipe
qualquer.
Um compatrício qualquer.
Um brasileiro qualquer.
SEU ZECA era e seguirá sendo
EXEMPLO.
TÓTEME.
NORTE.
Sorte de quem como EU desfrutou
do Seu convívio.
VELHO que sou, lembro-ME de uma divertida
brincadeira infantil conhecida por MÃE DA RUA.
Pois, ontem, deitou-se o PAI DA
RUA.
Com uma BANDEIRA DO SPORT CLUB
CORINTHIANS PAULISTA a Lhe cobrir.
E a dizer, em alto e bom som,
para TODOS e CADA UM que ali estavam que se deu o EXÍCIO de um GRANDE HOMEM.
Um SER HUMANO ESPECIAL.
UM PAI.
Dos PAULINO.
Da rua SÃO JORGE.
Que poderia e DEVE ser EXEMPLO
para TODOS OS PAIS DO BRASIL!
Quem estava no velório do
Hospital São José assistiu ao MEU PRANTO.
De SAUDADES, sim.
Contudo, como se fora EU um
aprendiz de marinheiro em ÁGUAS SALGADAS, de AGRADECIMENTO.
Valeu, SEU ZECA!
Estou certo de que quando chegar
a MINHA VEZ, alguém há de dizer que EU O tive sempre no CORAÇÃO.
E, de MIM dirão, também.
QUE HOMEM!
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