sábado, 10 de agosto de 2013

TRINTA LINHAS!

Como os PROFESSORES gostam.
E EU sempre RESPEITEI professores e professoras.
E SEMPRE fui TARADO POR ELAS!
Sábado. Sons e olores tão comuns. Tão estimulantes. Tão caros.
Até o plúmbeo céu tem lá os seus encantos.
Não fora hoje véspera do DIA DOS PAIS.
Com o perdão do trocadilho, a própria FEIRA, não cheira, nem fede.
E o pastel repleto de queijo – sim, é recheado na hora e EU tenho o privilégio de ser amigo do responsável por tão imprescindível mister – parece-ME insosso.
Não há música no SOLAR DA PAZ E DO VENTO.
Estou apagado. Deprimido. Sorumbático. Em desertificação.
PAULO DELLA ROSA.
Foram tão somente NOVE ANOS de convívio. E SEIS de lembranças.
E QUARENTA ANOS, SEIS MESES E VINTE E SETE DIAS de desesperantes saudades.
Por certo, PAPAI esteve a anos-luz de ser o IMACULADO HERÓI que Lhe creio. De ser tão PERFEITO. Tão GENIAL. E, mormente, tão INFALÍVEL.
Ser humano algum o poderia ser.
Às favas com a lógica. Com o razoável. Com os estreitos limites dos MORTAIS.
ELE morreu.
Ainda sinto o derradeiro carinho recebido. Um estalado beijo exatamente ao nascer do ano de 1973. Acompanhado de cinco inolvidáveis palavras.
EU AMO VOCÊ, MEU FILHO!
Deu-se a internação no nosocômio. E, trás TREZE DIAS sem que EU NÃO pudesse nem sequer o ver, a PASSAGEM.
O mundo NUNCA mais foi o mesmo. O MEU MUNDO CAIU. E EU não sou capaz de levantar. Tampouco fui de SER PAI.
Saiba, PAPAI, que aprendi a sofrer. Aprendi a aceitar. Aprendi a viver.
Só NÃO sei – e nunca o soube – o que fazer com as SAUDADES. E choro.
Carrego a CERTEZA de que EU nunca serei o melhor PAULO DELLA ROSA.
E, por mais incrível que isso possa parecer, FESTEJO!
Os limites EDIFICAM.
E as NARRATIVAS FICAM!

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