sábado, 14 de dezembro de 2013

FALE, POETA!

CARINHOS deste HOMEM IMPROVÁVEL!
“DOCE ESPOSA!
Os olhos de boneca de mangá sorriram.
Minha VIZINHA-MÃE foi convidada.
A dejejua, uma celebração animada.
Dona ELZA e Dona Marli vieram. Venceram. Viram.
O FILHO-CÃO e glutão a tudo testemunha.
Poético e tocante momento de singeleza.
Guloseimas de toda sorte esparramadas sobre a mesa.
Em especial, soberana e gigante entre as delícias, uma.
Eis que ELA, radiante, grita.
“PÃO DOCE!”
“Meu marido quem trouxe!”
E, em frenesi, as tortinhas mãos agita.
Pão doce trazido por um diabético? O que ELE quer?
Sim. Com prazer. Com carinho. Com temperança.
De seus dulcíferos encantos, distância. E lembrança.
E a inenarrável sensação de alegrar a MINHA MULHER.
Nesta casa de portas e janelas sempre abertas.
Onde a PARCERIA e a MÚSICA são a tônica. O unguento.
O SOLAR DA PAZ E DO VENTO.
O lar das MEDIDAS e das PALAVRAS certas.
Sou, já no ocaso da vida, completamente FELIZ.
Sem mentiras. Dividindo e somando. O papo aqui é reto.
Com dissabores, por vezes. Tratados com açúcar. Com afeto.
Velhice e CONSORTE sonhadas. Vida que sempre QUIS!”
Aos que sabem dar valor.

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