quarta-feira, 11 de junho de 2014

FALE, POETA!

Carinhos deste HOMEM IMPROVÁVEL!
Publicado na página DELEGADO POETA.
TEMPOS COMPOSTOS!
Maestro-rei.
Inexorável caminhar da ampulheta.
Que a essência desnuda.
Doença em fase aguda.
Bálsamo para todos os males.
Contraditório. Peremptório.
O tempo.
Má-criações.
E toda sorte de agressões.
A maior de todas, o descaso.
Dia a dia lhe fazemos.
E mais o desconhecemos.
Apesar de que, queiramos ou não, lhe obedecemos.
O tempo.
Mal-armados.
Munidos de prepotência.
Norteados pela maledicência.
Escravos da própria pequenez.
Contra ele investimos.
Cegos e indolentes seguimos.
O tempo.
Mal-amados.
Deixando de lado as emoções.
Privando-nos de auscultar os corações.
Sujeitos à mais fétida das prisões.
A dos moucos ouvidos.
A dos braços e mãos fechados e recolhidos.
O tempo.
Mal-humorados.
Por nos sentirmos isolados.
Desprezando e desprezados.
Insatisfeitos com os outros e consigo mesmos.
Navegando a esmo.
Erigindo em torno de nós um álgido templo.
O tempo.
Mandamento-chave.
Que não se encontra nas escrituras.
Conquanto tenha fé pública.
Somos os únicos culpados pelos nossos erros.
E as vítimas maiores dos nossos berros.
Desde sempre marcados a fogo e a ferro.
Pelo tempo.

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