segunda-feira, 9 de junho de 2014

FALE, POETA!

Carinhos deste HOMEM IMPROVÁVEL!
Publicado na página DELEGADO POETA.
SALVADORA DEMÊNCIA!

Arde o peito.
Encolhe-se o leito.
E se agiganta o relógio.

Passam-se horas.
O sono, sem aceno, foi embora.
Levando consigo cada uma e todas as certezas.

As mãos inquietas.
Pensamentos em desalinho.
Sensação de que não há mais caminho.

Cerram-se as pálpebras.
Fazem-se fluidas as belezas.
Mente e corpo unidos pela fraqueza.

Um porquê.
Você. Eu. O mundo.
Todos os espaços. Tão somente um segundo.

Muito medo.
E ainda é cedo.
Ninguém aceita que haja um tempo para o fim.

Nem uma lágrima.
Há de se ter coragem para chorar.
É preciso certa loucura para tamanha dor suportar.

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