Histriônico DELEGADO!
AREIAS DO JOSÉ MENINO.
Ao lado do QUEBRA-MAR.
Cadeira do complexo gastronômico do MÁRCIO SAÚVA.
YGHOR BHORIS e EU.
Duas moçoilas VINTANEIRAS sentadas a uns poucos metros.
Sou surpreendido pelo SOTAQUE CARREGADO do sergipano “RODRIGO”, assim rebatizado quando da chegada a “SUM PAULO”, como ele mesmo chama o estado mais rico da federação.
Ele, de nascimento, JOSÉ RODRIX!
Ele, de profissão, GERENTE GERAL da barraca.
Diz-ME o nordestino, com sua cabeça enorme e sua cara de menino travesso.
“Oi, PAULO, as minina aculá taum preguntando o teu nome.”
Incontinente, ENCOLHO A PANÇA, cofio a barba e faço cara de DELEGADO RICO.
E lhe digo.
Pois, faça-ME este favor. Vá lá e lhes diga!
Carregando nos erres e na pompa, tão próprios dos PAULISTANOS QUATROCENTÕES e de MIM, um paulistano sem um tostão.
O querido “RODRIGO” assim fez.
As jovens riram.
EU ME ABRI num PATÉTICO e DESDENTADO sorriso.
“RODRIGO” volta. Cabisbaixo, sorumbático, meditabundo.
Quiçá revivendo os difíceis dias de retirante.
Ainda UFANO, pergunto-lhe se tudo correra bem, NÃO sem antes ajustar a BERMUDA que mal disfarça as dobrinhas.
Ele RI. Alto. E ME ataca na cara a frase letal.
ELAS QUERIAM SABER O NOME DO CACHORRO!
Olho para as MALDITAS e VOLUPTUOSAS meninas logo ali ao lado.
ELAS agora GARGALHAM.
“RODRIGO” segue rindo.
YGHOR BHORIS estampa um abusado brilho nos olhos.
Penso em SUICÍDIO.
Em homicídio.
Em FILICÍDIO.
Descarto.
É LINDO MESMO O MEU FILHO-CÃO.
E EU NÃO passo de um VELHO BABÃO!
Sorria.
Apesar do GERENTE DO BANCO!