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sexta-feira, 2 de maio de 2014

FALE, POETA!

Carinhos deste HOMEM IMPROVÁVEL!
Publicado na página DELEGADO POETA.
www.facebook.com/DELEGADOPOETA
MOSTRANDO OS DENTES!

São praticamente parentes. 
Nutro, pelo casal, fraternal devoção.
Ela, donzela, impagável e imparável cadela.
Ele, virgem, sensível e doce e apaixonante cão.

Manhã de sol. Casa cheia. Caras feias.
Não restaram intactas as canelas.
À feição da MÃE, estilosa na sua cestinha.
Maioral como o PAI, rolava soberana na areia.

Manhã de sol. Barraca do Márcio. Ritual das cadeiras.
Orelhas e rabo caídos. Olhar sofrido. Desprezo.
De cortar o coração. Indisfarçável paixão. Tensão.
Todo a MÃE. Genial e único. Por ciúme, perde as estribeiras.

Ela, BRANCA, sensualmente manchada. Ele, NEGRO caramelado.
Fadados à CORDIAL relação. E às consequentes discussões.
Almas e nomes ecumênicos. MARY JANE. YGHOR BHORIS.
VOCÊS são Nossos FILHOS AMADOS, adorados cães!

sexta-feira, 28 de março de 2014

POUCAS E EMOTIVAS PALAVRAS!

DUAS FRASES!
Órfãs estão as areias do JOSÉ MENINO. Encharcado de saudades está o QUEBRA-MAR.
A barraca do SAÚVA não está montada. Estranha e lancinante sensação de vazio. Só aplacada pelo PRIVILÉGIO de com Boris Mayoral e Jose Andrade alguns dedos de prosa poder trocar!

quarta-feira, 31 de julho de 2013

RINDO DE MIM!

Homem IMPROVÁVEL.
Histriônico DELEGADO!

AREIAS DO JOSÉ MENINO.
Ao lado do QUEBRA-MAR.
Cadeira do complexo gastronômico do MÁRCIO SAÚVA.
YGHOR BHORIS e EU.
Duas moçoilas VINTANEIRAS sentadas a uns poucos metros.
Sou surpreendido pelo SOTAQUE CARREGADO do sergipano “RODRIGO”, assim rebatizado quando da chegada a “SUM PAULO”, como ele mesmo chama o estado mais rico da federação.
Ele, de nascimento, JOSÉ RODRIX!
Ele, de profissão, GERENTE GERAL da barraca.
Diz-ME o nordestino, com sua cabeça enorme e sua cara de menino travesso.
“Oi, PAULO, as minina aculá taum preguntando o teu nome.”
Incontinente, ENCOLHO A PANÇA, cofio a barba e faço cara de DELEGADO RICO.
E lhe digo.
Pois, faça-ME este favor. Vá lá e lhes diga! 
Carregando nos erres e na pompa, tão próprios dos PAULISTANOS QUATROCENTÕES e de MIM, um paulistano sem um tostão.
O querido “RODRIGO” assim fez.
As jovens riram.
EU ME ABRI num PATÉTICO e DESDENTADO sorriso.
“RODRIGO” volta. Cabisbaixo, sorumbático, meditabundo.
Quiçá revivendo os difíceis dias de retirante.
Ainda UFANO, pergunto-lhe se tudo correra bem, NÃO sem antes ajustar a BERMUDA que mal disfarça as dobrinhas.
Ele RI. Alto. E ME ataca na cara a frase letal.
ELAS QUERIAM SABER O NOME DO CACHORRO!
Olho para as MALDITAS e VOLUPTUOSAS meninas logo ali ao lado.
ELAS agora GARGALHAM.
“RODRIGO” segue rindo.
YGHOR BHORIS estampa um abusado brilho nos olhos.
Penso em SUICÍDIO.
Em homicídio.
Em FILICÍDIO.
Descarto.
É LINDO MESMO O MEU FILHO-CÃO.
E EU NÃO passo de um VELHO BABÃO!

Sorria.
Apesar do GERENTE DO BANCO!