segunda-feira, 21 de novembro de 2011

YGHOR BHORIS......SEIS MESES DE FESTA!

Havia muito que não ME permitia o prazer das divagações incontidas.
Beletrista pífio, vi no rígido balizamento do TWITTER a oportunidade de ME afastar da prolixidez e das alfaias tão presentes em Meus escritos, e razão maior dos virulentos achaques de leitores, parcíssimos admiradores e incontáveis detratores.
Premido pelo gigantismo da mudança sofrida por Minha vida, decidi tornar a este recôndito de emoções como forma de saudar um novo ser.
Um ser único.
Um ser que já há um semestre trouxe frescor e alegria a Minha linear existência.
Desde a sua chegada, quando homenageado com a homonímia de um antecessor seu, YGHOR deitou em cascata a seus pés, a bem da verdade sob suas áureas e negras patas, cada um dos ilustres habitantes do Meu coração.
Como a confirmar o seu caráter particularíssimo, YGHOR fez-se YGHOR BHORIS. YGHOR BHORIS DELLA ROSA. Um DASCHUND preto e caramelo.
Um ADONIS CANÍDEO.
E se fez amado.
Giullia e Yuri.
Cynthia Paula.
Tia Pina.
A agitada Dona Nazareth, a ora responsável pelo mínimo de habitabilidade neste Meu conturbado lar e, em que pese certa tensão oriunda do ciúme e da instabilidade fruto da relativa equiparação física, até da Minha amantíssima netinha PIETRA.
Em pitadas que refletem a ideia de serem cientificamente dosadas, pesam sobre a sua longilínea carcaça uma sucessão de antíteses que o municiam com letal poder de sedução.
Gregário, jovial, manhoso, lépido, sensivelmente inteligente e distintamente carinhoso. Rebelde, mal-acostumado, arteiro e voluntarioso.
Como resistir?
Seus ora 7 quilos são frutos de uma invulgar edacidade.
A trancos e barrancos dada à Minha pré-insolvência, exclusivamente afeita às melhores rações.
E, quiçá levado pela simbiótica relação que vivemos, a café e pedras de gelo. O testemunho de uns poucos ungidos pode dar o necessário crédito a essa observação.
YGHOR gosta MESMO de café e gelo. Risos.
Naturalmente, o furor da sua glutonaria, aliado ao seu espírito desbravador, dá ao cardápio de Sua Alteza, como Me apraz tratá-lo, coloridos outros.
Sapatos. Livros, sim, os Meus amados livros. Móveis. Papéis. Madeiras. Fios.
Ou quaisquer materiais que inadvertidamente estejam ao alcance de seu pontudo focinho.
Algumas noites de vigília comprovam tais OUSADIAS.
O rapazinho já passou mal com tantas impropriedades ingeridas.
Sua alcova é um capítulo à parte.
O doce cãozinho tem uma compulsão por devorar os seus berços.
Já os teve de pano. Comeu. De veludo. Era lindo. Destroçou.
De madeira. Roeu até a falência do material.
Atualmente, é de plástico. Duro. E se encontra em petição de miséria.
Em romaria, toda a manhã de quarta-feira, YGHOR BHORIS dá o ar da sua graça entre as tumultuadas barracas da FEIRA DO ORQUIDÁRIO.
Garboso, desfila entre pés e pernas desconhecidos, cercado dos cuidados de Giullia e Yuri e o sempre vigilante olhar da Tia Cynthia.
A MIM me cabe desfrutar ufano o seu sucesso.
Celebridade no bairro, todas as tardes ciceroneia moradores do prédio, alunos da academia de musculação e transeuntes do alto dos degraus que dão acesso ao edifício até os seus respectivos destinos.
Para cada qual, tratamento diverso.
Sempre digno das mais derramadas loas.
E, se por acaso algum incauto tergiversá-lo, sucessivos e altíssimos ladridos obrigarão o descuidado protagonista a, para dizer o mínimo, um afago tranquilizador.
Somos almas gêmeas.
Causa espécie a todos, a MIM também, tamanha semelhança idiossincrática.
Não gosta de cortar as unhas. Eu odeio.
Tem paixão por crianças. Eu as sublimo.
Não aceita ser contrariado. Eu, já na senescência, faço uso da experiência para evitá-lo.
Fiquemos por aqui.
Por certo há muito ainda a se dizer.
E o farei em breve, momento em que o amor que devoto ao Meu CÃO indubitavelmente estará ainda maior do que o é hoje.
Afinal, YGHOR BHORIS é um DELLA ROSA.
E, em o sendo, quanto mais se convive, mais se GOSTA!

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