sábado, 14 de setembro de 2013

FALE, POETA!

CARINHOS deste HOMEM IMPROVÁVEL!
"DE NOVO, MEU POVO!
Ar seco.
Entre as duas cidades.
Inusitado despertador.
Exíguo espaço.
Queen size.
Edredão.
Pouquíssima umidade.
Vozes ao fundo.
Cama apertada.
Travesseiros em demasia.
Mulher serraria.
Filho-cão.
Bater de caixas.
Hálito impuro.
Sonhos em cascata.
Pesadelo.
Tórrida aragem.
Umidade baixa.
Recorrente despertar.
Sazonal alegria.
Umidade nefasta.
Ror.
Ansiedade.
Ar pesado.
Velho cansado.
Verve presa.
Café no bule.
Muita idade.
Dulcífero delegado.
Saudosos doces.
Maldito açúcar.
Frutose.
Umidade insalubre.
Sono dos justos.
Tonitruante balbúrdia.
Adorável caos.
Hipnose.
Hortaliças.
Verde que o quero verde.
Conhecidos olores.
Esposa ao lado.
Amigo fiel.
CORÍNTIÃS.
Astro rei.
Vida bandida.
Glicemia.
Dia a dia.
Olfato de cachorro.
Focinho gelado.
Dores.
Decúbito dorsal.
Conchinha.
A casa cheira.
Folhas.
Novinho em folha.
Folhinha.
É sábado.
São Vicente.
Mares do sul à frente.
URUBUQUEÇABA ao fundo.
Beleza.
TEM FEIRA!”
Aos que sabem dar valor.

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