Carinhos deste HOMEM IMPROVÁVEL!
Publicado na página DELEGADO POETA.
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CIÚME DA COROA!
Mulher.
Extravagante e sensual.
Maior. Madura.
Em que pesem os verdes penduricalhos.
Do alto dos rupestres saltos.
Com um fã clube a me beijar os pés.
Mirando-ME no e fazendo charme para
o espelho d’água chamado de Itararé.
Senhora. Soberana.
Uso e sou COROA.
E desdouro da sua verve.
Marulho! Deuses! Boniteza! Poesia...
Que PIEGAS!
Não se engane, ó pretenso beletrista!
Sou LOBA. E dos homens não tiro os olhos...
Reino entre os mares casados.
E não suporto mais ouvir tantas juras...
Em que pese a Nossa familiaridade,
a bem da verdade, somos duas.
Nuas, sim. Sempre.
Conquanto, rivais!
Vizinhas, sim.
Separadas tão somente por uma certa feiticeira.
Cada qual a governar a sua cidade.
E eu, pelo menos eu, jamais hei de ser sua.
Minha indômita alma feminil confessa.
Flertamos...
Sabemos disso, o menino Paulo e essa fidalga.
Nos intervalos da aula de Educação Física do Martim Afonso.
Ouvindo ao longe o som da Banda do Grupão...
Não é mesmo, ó DELEGADO POETA?
Coisas do passado!
Melhor para as calendas gregas deixar...
Dama e vagabundo, só no cinema fazem par.
Fervem minhas entranhas agora...
Sendo ou não da tarde a quinta hora,
em sua companhia, NÃO aceito sequer um CHÁ!
Sei que me apontará o longo dedo das tão belas mãos...
Aceito a acusação. Em primeiro lugar, a HONESTIDADE!
Consome-me, sim, a fogueira das vaidades!
Mas, creia-me, ó maldito ateu,
a ampulheta não para. E a juventude acaba.
Passou para mim, rainha.
Passou para você, reles plebeu.
Passará para a piriguete da URUBUQUEÇABA!
Esqueça das minhas sinuosas veias.
Afaste-se do meu MIRANTE!
E até das minhas areias....
Caminhe para o outro lado.
Que o astro rei lhe fustigue o hirsuto peito nu.
Vá, velho babão,
vá lamber aquela menina,
de quem você se acha
– homens, sempre infantis! –
o eterno namorado!
Mulher.
Extravagante e sensual.
Maior. Madura.
Em que pesem os verdes penduricalhos.
Do alto dos rupestres saltos.
Com um fã clube a me beijar os pés.
Mirando-ME no e fazendo charme para
o espelho d’água chamado de Itararé.
Senhora. Soberana.
Uso e sou COROA.
E desdouro da sua verve.
Marulho! Deuses! Boniteza! Poesia...
Que PIEGAS!
Não se engane, ó pretenso beletrista!
Sou LOBA. E dos homens não tiro os olhos...
Reino entre os mares casados.
E não suporto mais ouvir tantas juras...
Em que pese a Nossa familiaridade,
a bem da verdade, somos duas.
Nuas, sim. Sempre.
Conquanto, rivais!
Vizinhas, sim.
Separadas tão somente por uma certa feiticeira.
Cada qual a governar a sua cidade.
E eu, pelo menos eu, jamais hei de ser sua.
Minha indômita alma feminil confessa.
Flertamos...
Sabemos disso, o menino Paulo e essa fidalga.
Nos intervalos da aula de Educação Física do Martim Afonso.
Ouvindo ao longe o som da Banda do Grupão...
Não é mesmo, ó DELEGADO POETA?
Coisas do passado!
Melhor para as calendas gregas deixar...
Dama e vagabundo, só no cinema fazem par.
Fervem minhas entranhas agora...
Sendo ou não da tarde a quinta hora,
em sua companhia, NÃO aceito sequer um CHÁ!
Sei que me apontará o longo dedo das tão belas mãos...
Aceito a acusação. Em primeiro lugar, a HONESTIDADE!
Consome-me, sim, a fogueira das vaidades!
Mas, creia-me, ó maldito ateu,
a ampulheta não para. E a juventude acaba.
Passou para mim, rainha.
Passou para você, reles plebeu.
Passará para a piriguete da URUBUQUEÇABA!
Esqueça das minhas sinuosas veias.
Afaste-se do meu MIRANTE!
E até das minhas areias....
Caminhe para o outro lado.
Que o astro rei lhe fustigue o hirsuto peito nu.
Vá, velho babão,
vá lamber aquela menina,
de quem você se acha
– homens, sempre infantis! –
o eterno namorado!



