Experimento momentos únicos em Minha já longeva existência.
O assolador diagnóstico do DIABETES MELITO produziu uma cascata de alterações nas mais diversas facetas que compõem a rotina deste ANOSO e bem-humorado e pobre e aposentado policial.
Prazer MAIOR por mais de CINCO DÉCADAS, comer tornou-se um espartano e criterioso hábito.
Passado em REJÚBILO, este DELEGADO e HOMEM IMPROVÁVEL vivia para COMER.
Há VINTE E OITO longos dias, como para viver.
Com a nítida sensação que de GULA e FRAQUEZA vou morrer.
Do elástico universo de DELÍCIAS que ME apetecem - COCA-COLA, QUINDIM, LEITE CONDENSADO, CHOCOLATES e seus dulcíferos coirmãos - estou mais distantes do que CASAL na cama trás o PRIMEIRO ano de matrimônio.
As manhãs são marcadas pelo aterrorante momento da medição digital da nefanda GLICEMIA.
Tudo o que sempre odiei.
AGULHAS e TENSÃO!
Na de hoje, 147.
Uma tijolada no ESCROTO que, dadas às circunstâncias, encontra-se repleto do LÍQUIDO SEMINAL, uma vez que METER em tão sui generis PANO DE FUNDO, nem mesmo no mais nobre dos orifícios humanos, que, por ironia, também se aloja no fundo. ALHEIO.
O corpo todo dói.
A atividade física, antes relegada ao deus-dará e às calendas, figura em negrito na diária agenda.
Houve progressos, não há como redarguir.
Peso, cintura e, a se julgar pela MALEDICÊNCIA dos coevos - "CARA DE DOENTE", "CADÊ O BARRIGÃO?", "O DEFUNTO ERA MAIOR?" e outras perlíferas e encorajadoras assertivas - a ROTUNDA silhueta diminuíram substantivamente.
Em que pesem os ADJETIVOS.
Sim, diferentemente de MIM, as pessoas têm uma inata facilidade para elencar DESDOUROS e DOESTOS da vasta gama de elementos dessa para MIM tão querida classe gramatical de palavras.
O estado de espírito oscila. Os saltos ciclotímicos, felizmente, deparam-se em seus picos com duas das Minhas mais SALUTARES e razoáveis IDIOSSINCRASIAS.
Não levo aos píncaros as celebrações das MELHORAS.
E o BOM HUMOR repele profundos pesares frente aos reveses.
De certo, fica a certeza de que NÃO estou sozinho.
No afã de poupar a consorte COM CONSORTE, Cristiane Andrade, que ME há demonstrado ACRISOLADA parceria, choro as pitangas - E O SUCO DE LARANJA QUE NÃO POSSO MAIS SORVER - nas invariavelmente DOBRADAS ORELHAS do Meu MELHOR AMIGO.
Meu FILHO-CÃO!
YGHOR BHORIS ANDRADE DELLA ROSA.
Nossas repetidas escapadelas diuturnas com o escopo de ELE esvaziar a PIROCA virgem e o RABO rebolante e EU de mirar os RABOS REBOLANTES das meninas VIRGENS - RARIDADE! - e das com o lacre violado, vêm ME servindo como TERAPIA.
Choro a IRRESPONSABILIDADE de outrora.
Reflito sobre a imperiosa TENACIDADE de agora.
E ponho cada um e todos os DEMÔNIOS - aproveito para expelir os crescentes gases que a DIETA de COELHO a que esta ANTA ROSA está submetida GESTA - físicos, morais e, mormente, emocionais, que este ATEU VISCERAL - malditas genética e VÍSCERAS - traz dentro de si para FORA.
Valeu, FILHO-CÃO!
Vida longa, PAULO DELLA ROSA JUNIOR!
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