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quinta-feira, 6 de março de 2014

POUCAS E VERGONHOSAS PALAVRAS!

DUAS FRASES!
Depois de ADIR - acrescentar, PARVOS - mais DOIS GIGABAITES de memória ao Meu NOTEBOOK, no afã de VOAR no FACEBOOK e estar em dia com as inovações, a mais DORIDA das constatações.
A falta de CELERIDADE da máquina dá-se pela PRECARIEDADE NEURONAL do USUÁRIO. Tanta desgraça só encontra paralelo no MEU SALÁRIO!

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

RINDO DE MIM!

Homem IMPROVÁVEL.
Histriônico DELEGADO!
Senegalesca tarde desta TERÇA-FEIRA.
Praça Coronel Lopes. A eterna PRAÇA DO CORREIO, em São Vicente. Endereço de dois AMADOS e SAUDOSOS espaços da Minha juventude.
O GRUPÃO.
E o TUMIARU.
A companhia, absolutamente indizível.
Tão especial, que torna o dia QUASE aprazível.
Yuri Faria!
E EU, o TIO BABÃO, a ANTA ROSA, tão CORUJA e mítica, que faria qualquer UNICÓRNIO sentir-se um vira-lata.
Num momento de INVULGAR PERDULARISMO, que se leia inconsequência com – ADORO ANÁFORAS e ANTÍTESES - inimagináveis consequências para o Meu já roto orçamento, havia decidido, logo após voltarmos da praia, por Nos regalar.
Na lata acepção que o verbo enseja.
Qual seja, um passeio e uns presentes.
Para ele, um BONÉ.
Confesso que achei o tal adereço elegido pelo ADOLESCENTE assaz estranho.
HÓRRIDO, diria EU.
Meu SOBRINHO-FILHO, com a doçura e a placidez que lhe são peculiares, limitou-se a um manso ESGAR ante a Minha veemente e audível reprovação.
Como todo VELHO, sou IDIOTA.
Comprei o que ELE quis.
E ME senti feliz.
Dando prosseguimento à faina, enfim encontro o que há tanto procuro.
ÓCULOS ESCUROS AMARELOS!
AMARELO-OURO, quiçá para minimizar a precariedade do Meu tesouro.
AMARELO. De um amarelo realmente MAGNIFICENTE.
Saco os derradeiros DEZ REAIS do PORTA-NÍQUEIS – apesar de vazia, a Minha carteira é METIDA! – e ME faço proprietário da MARAVILHA.
ENORMES óculos escuros de uma insofismável AMARELIDÃO.
Incontinente, visto o mais novo e extravagante e amarelecido dos Meus petrechos e, esquecendo-ME do que EU lhe dissera há pouco acerca do tal BONETE, acerco-ME – com o perdão do trocadilho – do Meu SOBRINHO-FILHO, agora de boné HORROROSO na cabeça, e lhe pergunto, embevecido:
- Filho, fiquei bem com estes óculos?
Segundos de sepulcral silêncio.
E um ACACHAPANTE revide.
- TIO, você está VELHO DEMAIS para usar isso!
Ainda atônito, com o coração e a dignidade em farrapos, restou-ME forças para ouvir o derradeiro e letal golpe de PARCÍSSIMA misericórdia.
– NÃO tá parecendo com NA –A – DA!
Ainda reverberam as inverossímeis e pouco ortodoxas TRÊS SÍLABAS da palavra NADA em Minha ora atordoada e sempre limitada mente.
Paulo que sou, optei por plagiar o xará VANZOLINI.
Voltar pra casa abatido. Desencantado da vida.
Roxo de vergonha.
Com o vermelho das finanças em tom mais evidente.
E com os olhos umedecidos.
Por trás dos FULGURANTES ÓCULOS ESCUROS AMARELOS!
Sorria.
Apesar do GERENTE DO BANCO!