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domingo, 3 de agosto de 2014

FALE, POETA!

Carinhos deste HOMEM IMPROVÁVEL!
Publicado na página DELEGADO POETA.
ILHA DA ALEGRIA!

Domingo de sol.
Gente.
Beleza pura.
Praia do Itararé.
Desanuviadora e redentora e inspiradora caminhada.
A Ilha Porchat à frente.
A eterna namorada, ILHA URUBUQUEÇABA, na mente.
E no coração.
Gente.
Beleza pura.
O Atlântico Sul.
O céu azul.
No lugar do frescor das asas-deltas, a cor das pranchas de surfe.
Campeonato.
Gente.
Beleza pura.
O coração em acelerado compasso.
De repente, um banho de cultura.
ESCULTURAS!
Na areia.
Em vez de sereias, hábeis mulheres.
No lugar de netunos, sábios meninos.
Artistas!
Que me encheram e molharam as vistas!
Gente.
Beleza pura.
Obrigado, SÃO VICENTE!


domingo, 20 de julho de 2014

POUCAS E FESTIVAS PALAVRAS!

DUAS FRASES!
Para celebrar o DIA INTERNACIONAL DA AMIZADE, os DELLA ROSA tostando os UMBIGOS!
Consorte COM SORTE, Cristiane Andrade, FILHO-CÃO, Yghor Bhoris Andrade Della Rosa, e esta ANTA ROSA que lhes escreve estas sempre mui bem traçadas linhas, em familiar caminhada, ida e volta, desde a DIVISA até a Praça 21 IRMÃOS AMIGOS!

quinta-feira, 17 de julho de 2014

FALE, POETA!

Exceto da página DELEGADO POETA.
www.delegadopoeta.com.br

Uma singela homenagem a uma IMORREDOIRA instituição.
A BANDA DO GRUPÃO.
Na pessoa de um LUME da Nossa música, o querido e MAVIOSO Flavio Russo Pinto!

BANDA DO GRUPÃO!

Era uma farra.
Segundas. Quartas. E sextas.
Feiras de musicalidade.
De incontinências. E piruetas.
De alguma ciência. E contagiantes gargalhadas.
Que deram o tom de bastantes e eternas amizades.

Era uma farra.
Abraçados com segurança pelo Coronel Lopes.
Meninas e meninos tratados por princesas e condes.
Unidos em festiva marcha.
Premidos entre fuzileiros e cornetas. 
Liderados pelo insubstituível MARCONDES.

Era uma farra.
Interminável sucessão de bons momentos.
A ovação da Presidente Wilson como maior troféu.
Soberana, do alto do pódio, Dona CLAUDETE BAFFA.
Maria, como se santa fora. Prata da casa. Que fazia milagres.
Maviosos sons que pareciam vir do céu.

Era uma farra.
Cercados éramos de carinho por todos os lados.
Pais, professores, vizinhos. Tumiaru e correio de prontidão.
Gente grande, sentada no banco da praça, aplaudia.
A Nós! Pingos de gente. Na porta da escola. Fardados ou não.
Um plangente SOL MAIOR do Meu velho e desafinado pistão...

segunda-feira, 14 de julho de 2014

FALE, POETA!

Carinhos deste HOMEM IMPROVÁVEL!
Publicado na página DELEGADO POETA.
CIÚME DA COROA!

Mulher.
Extravagante e sensual.
Maior. Madura.
Em que pesem os verdes penduricalhos.
Do alto dos rupestres saltos.
Com um fã clube a me beijar os pés.
Mirando-ME no e fazendo charme para
o espelho d’água chamado de Itararé.
Senhora. Soberana.
Uso e sou COROA.
E desdouro da sua verve.

Marulho! Deuses! Boniteza! Poesia...
Que PIEGAS!
Não se engane, ó pretenso beletrista!
Sou LOBA. E dos homens não tiro os olhos...

Reino entre os mares casados.
E não suporto mais ouvir tantas juras...
Em que pese a Nossa familiaridade, 
a bem da verdade, somos duas.
Nuas, sim. Sempre.
Conquanto, rivais!

Vizinhas, sim.
Separadas tão somente por uma certa feiticeira.
Cada qual a governar a sua cidade.
E eu, pelo menos eu, jamais hei de ser sua.

Minha indômita alma feminil confessa.
Flertamos...
Sabemos disso, o menino Paulo e essa fidalga.
Nos intervalos da aula de Educação Física do Martim Afonso.
Ouvindo ao longe o som da Banda do Grupão...
Não é mesmo, ó DELEGADO POETA?

Coisas do passado!
Melhor para as calendas gregas deixar...
Dama e vagabundo, só no cinema fazem par.

Fervem minhas entranhas agora...
Sendo ou não da tarde a quinta hora,
em sua companhia, NÃO aceito sequer um CHÁ!

Sei que me apontará o longo dedo das tão belas mãos...
Aceito a acusação. Em primeiro lugar, a HONESTIDADE!
Consome-me, sim, a fogueira das vaidades!

Mas, creia-me, ó maldito ateu,
a ampulheta não para. E a juventude acaba.
Passou para mim, rainha.
Passou para você, reles plebeu.
Passará para a piriguete da URUBUQUEÇABA!

Esqueça das minhas sinuosas veias.
Afaste-se do meu MIRANTE!
E até das minhas areias....
Caminhe para o outro lado.
Que o astro rei lhe fustigue o hirsuto peito nu.
Vá, velho babão,
vá lamber aquela menina,
de quem você se acha 
– homens, sempre infantis! –
o eterno namorado!

sábado, 21 de junho de 2014

FALE, POETA!

Carinhos deste HOMEM IMPROVÁVEL!
Publicado na página DELEGADO POETA.
SACROSSANTO SHOPPING!

E se repete a rotina.
De todo sábado pela manhã.
Cheiros e sons e cores sem medida.
Vibrações de febre terçã.

O FILHO-CÃO a encantar as pessoas.
Flores, frutas, peixes e verduras.
O peito exposto. O coração aberto.
Um papo fluido. Alegre. Sem frescuras.

A consorte e seu nacarado carrinho.
As moedas. O pechinchar. As gargalhadas.
Reino da gente humilde. Do povo.
Que preza as amizades amealhadas.

Misto de terapia e compulsão.
Encontrei a amora. Faltou a carambola.
Do cação, uma opípara posta.
E a mulata faceira que como ninguém rebola.

Sensações únicas. Incontáveis emoções.
Burburinho. Enxame. Vozearia. Abelheira.
Extensão do SOLAR DA PAZ E DO VENTO.
Os DELLA ROSA outra vez na FEIRA!

sexta-feira, 20 de junho de 2014

FALE, POETA!

Carinhos deste HOMEM IMPROVÁVEL!
Publicado na página DELEGADO POETA.
IMAGENS COMPOSTAS!

Lusco-fusco.
O desespero das buzinas.
O atropelo nas esquinas.
Tumulto na divisa.
Que da janela diviso.
Contendo a ansiedade.
Buscando verdades.
Entre as gentes.
E as cidades.

Lugar-tenente.
Da minha gente.
Tentando decifrar os seus anseios.
Buscando aplacar os seus receios.
E os meus temores.
Confrontando valores.
Sufocando as dores
Num misto de cores.
Pela janela.

Longa-metragem.
Inaudita viagem.
Parado e só.
No trânsito e na cabeça, nós.
E turbulentas reflexões.
Buriladas pela emoção.
O burburinho faz ecoar uma canção.
O mar ao fundo diviso.
Na divisa.

Lugar-comum.
Homem algum é uma ilha.
Mãe e filha. Cidades irmãs.
De nada valem o ontem e o amanhã.
O tempo passa.
Sopra o vento.
Com eles aprendo.
A valorizar o momento.
E que sou tão somente mais um.

terça-feira, 6 de maio de 2014

FALE, POETA!

Carinhos deste HOMEM IMPROVÁVEL!
Publicado na página DELEGADO POETA.
RASTOS NA AREIA!

Ilha URUBUQUEÇABA.
Chegada e partida.
Dos sonhos. Das caminhadas.
Encontro do cansado policial com o Paulo menino.
José Menino.
Itararé.
À mão. A pé.
Pra lá e pra cá.
Ao sabor dos ventos.
Valorizando cada momento.
Para a reflexão, a rota do chá.
Aprender, o lado de lá.
Ciumenta Ilha Porchat.
Sacrossanto QUEBRA-MAR!
EU e o amado cãozinho.
Sozinhos.
Ou em efusiva tertúlia.
O suor escorrendo.
Valores apreendendo.
Impactante divisa.
Entre o já longevo passado e o ignoto futuro.
Divinal tela que Meu plangente olhar divisa.
Pra cá e pra lá.
Entre as duas cidades.
Afugentando a pérfida vaidade.
Colecionando emoções.
Substantivas ilações.
Exercitando cordiais veias.
Conjugando o verbo amar.
Rabiscando as areias.
Partida e chegada.
ILHA URUBUQUEÇABA!


segunda-feira, 5 de maio de 2014

FALE, POETA!

Carinhos deste HOMEM IMPROVÁVEL!
Publicado na página DELEGADO POETA
NÉCTAR DA DEUSA!

Chupe-chupe.
Geladinho.
Sacolé.

Na beira d’água.
Um sonho.
Que dá pé.

Chupe-chupe.
Geladinho.
Sacolé.

Calor infernal.
Ansiado e delicioso refresco.
Doce projeto de MULHER!

Chupe-chupe.
Geladinho.
Sacolé.

Branca como as nuvens.
No colo da mamãe.
A ME olhar de ré.

Chupe-chupe.
Geladinho.
Sacolé.

Sem dentes, o mais belo sorriso.
Cecília. Poético nome.
A Minha autoestima pôs de pé.

Chupe-chupe.
Geladinho.
Sacolé.

O Meu domingo, ganhei.
Nos Meus braços, vibrou.
Divinal agarra-pé.

Chupe-chupe.
Geladinho.
Sacolé.

Nunca mais a verei.
Ficarão as saudades.
Renovou-se, no SER HUMANO, a Minha fé!

sábado, 12 de abril de 2014

FALE, POETA!

Carinhos deste HOMEM IMPROVÁVEL!
Publicado na página DELEGADO POETA.
www.facebook.com/DELEGADOPOETA

"ILHA DA FANTASIA!

Bom dia, maravilha!
Com os olhos encharcados.
E os pés fincados no mirante.
A matinal e ritualística contemplação.

Apoiado na histórica e emblemática mureta,
solto as rédeas do coração.
E num alucinante transe mergulho.
Inspirando a brisa que vem do mar...

Mar, que de ciúme, chora.
Ele, que como EU, você namora.
Irado, o velho lobo faz barulho.

Inconsciente, clamo auxílio aos deuses.
Os ecumênicos donos do AMOR.

MARULHO!
É Netuno rugindo nos seus costados.
Ele, que como EU, você namora.
Insolente, enfrentando o todo-poderoso mar.

Desperto-ME do torpor...

Embevecidos estamos Netuno e EU.
E ao mar devolvemos o seu feitiço.
Entoando cânticos em roucos tons.

Os Meus dias com você são mais que bons.
Por isso tudo. Por tudo isso.
ILHA URUBUQUEÇABA.
Minha deusa, OBRIGADO!
Seu ETERNO NAMORADO."

Aos que sabem dar valor.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

FALE, POETA!

Carinhos deste HOMEM IMPROVÁVEL!
Publicado na página DELEGADO POETA.
www.facebook.com/DELEGADOPOETA

"TURMA DO SHOPPING SÃO VICENTER!

Praia do GONZAGUINHA.
Perto da Biquinha.
Alegria toda Minha.
Ao som do Gonzagão.
Quando olhei a areia ardendo,
ou nas férias de São João.

A concorrida rede de vôlei.
As corridas em torno da bola.
Momentaneamente livres da escola.
Com a complacência de alguns pais.
Éramos tantos. Santos. E, às vezes, animais.

São Vicente. A Cellula Mater da nacionalidade.
Meninas e meninos cultuando a felicidade. E a diversidade.
Paulistanos, alcunhados de paulistas.
Calungas de todas as cores, raças e tamanhos de vista.
EU, sempre ATEU. Sempre PLEBEU. Um mortal entre SEMIDEUSES.

Ir e vir no calçadão. Nem sempre em conduta e linha retas.
Que SAUDADE da Minha enferrujada BICICLETA!
A decantada e SÉPTICA barraca do baixinho.
Ricos e famosos. Ignotos e gafanhotos. Em perfeita comunhão.
E os inocentes AMASSOS no postinho.

Bastantes anos se passaram.
Cabelos se foram. Camadas adiposas chegaram.
A vista cansada impede-MO de reconhecer tanta gente.
O NACARADO coração clama por vê-los frente a frente.
Abstêmio, repilo o CHOPPINHO. Aceito um SORVETE NO SHOPPINHO!"

Aos que sabem dar valor.

domingo, 6 de abril de 2014

FALE, POETA!

Carinhos deste HOMEM IMPROVÁVEL!
"BANDA DO GRUPÃO!
Era uma farra.
Segundas. Quartas. E sextas.
Feiras de musicalidade.
De incontinências. E piruetas.
De alguma ciência. E contagiantes gargalhadas.
Que deram o tom de bastantes e eternas amizades.
Era uma farra.
Abraçados com segurança pelo Coronel Lopes.
Meninas e meninos tratados por princesas e condes.
Unidos em festiva marcha.
Premidos entre fuzileiros e cornetas.
Liderados pelo insubstituível MARCONDES.
Era uma farra.
Interminável sucessão de bons momentos.
A ovação da Presidente Wilson como maior troféu.
Soberana, do alto do pódio, Dona CLAUDETE BAFFA.
Maria, como se santa fora. Prata da casa. Que fazia milagres.
Maviosos sons que pareciam vir do céu.
Era uma farra.
Cercados éramos de carinho por todos os lados.
Pais, professores, vizinhos. Tumiaru e correio de prontidão.
Gente grande, sentada no banco da praça, aplaudia.
A Nós! Pingos de gente. Na porta da escola. Fardados ou não.
Um plangente SOL MAIOR do Meu velho e desafinado pistão..."
Aos que sabem dar valor.

sábado, 8 de março de 2014

POUCAS E INSTIGANTES PALAVRAS!

DUAS FRASES!
Diferentemente do que PREGAM os pios, quem NÃO tem fé, mas vai à FEIRA, em ROMA ou aqui, NÃO morre à míngua.
Já está na geladeira. Será na segunda-feira. "HABEMUS" LÍNGUA!

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

"CÃOMINHADA" PELA VIDA!

Em passo aceleradíssimo.
Que ME causou mais sofrimento do que aquele que o ANALISTA DE BAGÉ impinge à secretária LINDAURA, na obra do magistral VERISSIMO.
O percurso, absolutamente inebriante, em que pesem as BOLHAS nos dedinhos dos Meus BELÍSSIMOS pés 44.
Belíssimos sim, é fato.
Naturalmente, acompanhado do mais apaixonante dos seres, o Meu FILHO-CÃO, o rebolante e cativante e deleitante ADÔNIS CANÍDEO que responde pelo pomposo nome de YGHOR BHORIS ANDRADE DELLA ROSA.
Tal FILHO, tal pai.
Desta feita, a FAINA deu-se tão somente nas terras da CELLULA MATER DA NACIONALIDADE, que, assim como a TERRA DOS ANDRADAS, é também a Minha cidade.
PAULISTANO da gema PODRE - pobre que sempre fui - ouso assumir, já no ocaso da existência, a "POLINATURALIDADE"!
ANDEI desde o marco zero da DIVISA até a rotatória do primeiro platô da ILHA PORCHAT e, como cantou o agora CARNÍVORO Rei Roberto Carlos, VOLTEI.
Voltei para ficar, porque aqui, aqui, o SOLAR DA PAZ E DO VENTO, é o Meu lugar.
Com os BOFES DE FORA enquanto morro acima.
Um parêntesis para o visual.
ESTONTEANTE!
Capaz de criar revoluções interiores. Inspirar amores.
E, momento paródia bíblica, livrar-Nos de qualquer mal.
Na descida, que até aos ATEUS como EU os santos ajudam, um trote.
E passadas ainda mais céleres no trecho final.
QUARENTA E OITO MINUTOS E OITO SEGUNDOS, conforme o IMENSO marcador do Meu relógio de VINTE E CINCO REAIS, comprado na VINTE E CINCO DE MARÇO, quando do passeio do CASAL VINTE E CINCO, a consorte COM SORTE, Cristiane Andrade e esta ANTA ROSA ESBAFORIDA que lhes escreve, ou, como costumo afirmar, o BRAD PITT e a ANGELINA JOLIE PARAGUAIOS!
QUARENTA E OITO MINUTOS E OITO SEGUNDOS!
Metabolismo em ebulição.
Coitado do FILHO-CÃO.
As suas patinhas curtas e sua idiossincrática anatomia - afirmo que os DACHSHUND têm o CHASSI estendido - padeceram um bocado com o HERCULANO exercício.
Ossos do ofício de ser SANGUE DO MEU SANGUE.
Um SANGUE DIABÉTICO.
Se EU, um ANOSO e MAZELENTO delegado, NÃO ME entrego de corpo GOSTOSO e alma PENADA à prática esportiva, MORRO.
Portanto, à luta. Tanto EU quanto cada um de vocês, FILHOS DA PUTA.
Porquanto, a VIDA há de ser AMADA.
E CELEBRADA.
Seja sob o SOL, seja sob CHUVA, como hoje se deu.
"Cãominhada" pela vida.
Porque quem gosta mesmo de MIM, SOU EU!

sábado, 22 de fevereiro de 2014

POUCAS E APAVORANTES PALAVRAS!

DUAS FRASES!
Há momentos em que o mais VISCERAL DOS ATEUS, como EU, tende a crer que exista o DIABO.
Basta ir à feira nesta DIVINAL manhã ESTIVAL, e se deparar com o PREÇO DO QUIABO!

sábado, 8 de fevereiro de 2014

POUCAS E DESIDRATADAS PALAVRAS!

DUAS FRASES!
Sob um SOL SENEGALÊS, cumpri a minha SABÁTICA missão de freguês.
De óculos escuros COR-DE-ROSA, acompanhado do FILHO-CÃO de coleira COR-DE-ROSA, em que pesem o incabível VERDE-AMARELO da alface americana e o justíssimo - a VIDA DA BAILARINA É DURA - MAU HUMOR da Cristiane Andrade, resisti vivo a mais uma FEIRA. Todo PROSA. E DEVENDO para toda a CIDADE!

domingo, 2 de fevereiro de 2014

FALE, POETA!

CARINHOS deste HOMEM IMPROVÁVEL!
“NÉCTAR DA DEUSA!
Chupe-chupe.
Geladinho.
Sacolé.
Na beira d’água.
Um sonho.
Que dá pé.
Chupe-chupe.
Geladinho.
Sacolé.
Calor infernal.
Ansiado e delicioso refresco.
Doce projeto de MULHER!
Chupe-chupe.
Geladinho.
Sacolé.
Branca como as nuvens.
No colo da mamãe.
A ME olhar de ré.
Chupe-chupe.
Geladinho.
Sacolé.
Sem dentes, o mais belo sorriso.
Cecília. Poético nome.
A Minha autoestima pôs de pé.
Chupe-chupe.
Geladinho.
Sacolé.
O Meu domingo, ganhei.
Nos Meus braços, vibrou.
Divinal agarra-pé.
Chupe-chupe.
Geladinho.
Sacolé.
Nunca mais a verei.
Ficarão as saudades.
Renovou-se, no SER HUMANO, a Minha fé!”
Aos que sabem dar valor.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

TOSTANDO AO SOL!

Não há mais como negar.
Trás quase CINQUENTA E UM ANOS de existência - perfaço daqui a CINQUENTA E UM dias -, a glória maior.
ESTOU NEGRO!
Sim, ainda há partes em Minha cada vez mais enxuta carcaça que insistem em permanecer brancas.
NADA é perfeito.
O DIABETES MELITO trouxe-ME um sem-número de ensinamentos, tormentos e transformações.
Tons e sobretons de um inesperado, temido e gigantesco desafio.
No dia em que alcanço, durante a digital medição matinal - CENTO E UM -, o mais baixo índice glicêmico desde que a guerra começou, já no longínquo e NEFANDO 16 DE AGOSTO DE 2013, há mesmo MUITO a celebrar.
Emagreci.
Diria mais. Fiz um PARTO de MIM mesmo.
Alguns e, com riqueza de detalhes, ALGUMAS, viram. Estas sentiram o peso, também. 
Cheguei a vexatórios CENTO E VINTE E NOVE quilos no pico da imbecilidade.
Bastantes ARROBAS!
Na balança, ainda há pouco, OITENTA E SETE. Cravados. 
GRAVADOS!
Além do ADELGAÇAMENTO, após o DIABETES TIPO 2, EU como melhor.
CONSIDERAVELMENTE melhor.
E, para absoluto rejúbilo deste ANOSO e MAZELENTO delegado, EU estou ASSAZ bronzeado.
NEGRO!
Caminhando pelas praias do ITARARÉ e do JOSÉ MENINO, neste tarde ESTIVAL, sob um calor digno do SENEGAL, em ritmo de CAMPEONATO MUNDIAL, senti-ME bem.
MUITO BEM!
Tão bem que julgo haver influenciado a simpática gari vicentina, DOCE senhora que, a despeito do tórrido clima, executava com louvável denodo o seu nobre mister de recolher, como se SÍSIFO fora, as algas que se amontoavam pelas areias.
Ela, que diariamente responde calorosamente - com o perdão da cacofonia e do trocadilho - aos Meus cumprimentos com um agradabilíssimo, porém contido, boa-tarde, nesta tarde - adoro ANÁFORAS! - superou-se.
Tão logo pousou seu maduro e acolhedor olhar sobre MIM, lançou-ME uma generosa e inolvidável pérola.
"Tu tá preto, minínu!"
Os Meus olhos, incontinente, umedeceram.
E Meus ouvidos, ato seguinte, festejaram.
"I magrínhu!"
Quão POÉTICAS palavras.
Quão DULCÍFEROS carinhos.
Quão TOCANTE manifestação.
Agradeci-lhe a NÍMIA gentileza e, quiçá no afã de esconder as lágrimas, acelerei ainda mais o passo.
Naturalmente, com o PEITO inflado.
E o queixo bem mais ERGUIDO.
Afinal, mesmo que DIABÉTICO, velho, pobre e no OSTRACISMO, logrei EU, já no OCASO da vida, esse DISTINTIVO privilégio.
A ANTA ROSA agora é PRETA.
PAULO DELLA ROSA.
Hoje um nome, amanhã uma LENDA!
Que Minha história seja contada e cantada em VERSO E PROSA.
Que TODOS falem do menino branquelo de ALMA NEGRA que cresceu.
E se tornou, mercê da pujança do ASTRO REI, um NEGRO.
NEGRO DE ALMA NEGRA!
Para ORGULHO Meu.