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quinta-feira, 21 de agosto de 2014

ATÉ QUANDO, BRASIL?

Desperto-ME com cãibra nos pés.
E com a sensação que estamos de novo no tempo dos mil-réis.
Uma vez mais, a inaceitável e monocórdia e recorrente cantilena.
A me fazer indagar se o AMOR INCONDICIONAL que tenho pelo BRASIL vale a pena.
Incremento do crédito para a compra de veículos!
No afã de socorrer as montadoras!
E aquecer a economia.
Mamma mia!, como diriam os meus ancestres.
Ou, na onda do romantismo do qual jamais ME distancio, OUTRA VEZ!, como nos fez cantar a genial ISOLDA.
Mais carros circulando?
Na contramão da história!
Fazendo com que, em vez de levarmos minutos para chegar até a esquina, percamos horas.
Que nos obrigarão a sair de casa ainda mais cedo e retornar quando o próprio Morfeu já feneceu vítima de um sono profundo.
Precisamos salvar os empregos, gritarão alguns.
O país não pode parar, escreverão outros.
Hordas levantar-se-ão em defesa das GENEROSAS medidas governamentais.
Diga-se de passagem, seja qual for a orientação política dos mandatários, há BASTANTE tempo é assim que se faz.
Ao fim e ao cabo, BENESSES para os ricos.
Acordo de cavalheiros. De abastados cavalheiros.
Bancos.
Ajudando os que se sentam em confortabilíssimas poltronas.
Saturando as nossas cidades de bancos vazios, posto que a esmagadora maioria dos carros transporta UMA PESSOA SÓ.
CARROS.
Cada vez mais carros.
Cada vez mais caros.
Em detrimento do transporte coletivo.
Que segue sendo tratado - ou seria DESTRATADO? - com o histórico desdém que BRASILEIRAS e brasileiros, políticos ou NÃO, ricos ou NÃO, iletrados ou NÃO, soem dar aos menos afortunados.
Qual seja, quando e se sobrar dinheiro, alguma farinha para o seu pirão, ó povão.
Primeiro, não importando se os efeitos serão CONGESTIONAMENTOS ou CONGESTÕES, o pirão e os porões dos ricos.
Por aqui EU fico.
Com cãibras nos pés.
De tanto andar, orgulhosamente POBRE que sou.
E, lamentavelmente, mercê da ciência dessas LAMENTÁVEIS e NADA originais decisões ministeriais, com engulho.
Fazendo o meu matinal barulho.
Bom-dia, BRASIL!

segunda-feira, 30 de junho de 2014

POUCAS E CONSTATADORAS PALAVRAS!

DUAS FRASES!
ERREI. ERRAMOS.
Já tive automóvel. E NÃO pensava no COLETIVO. Já votei no Maluf. Votarei de novo na DILMA. Outros AINDA NÃO disseram em quem votarão. E, muito menos, em quem VOTARAM. Infelizmente, nenhum de Nós, políticos ou NÃO, temos coragem de aceitar a ideia de que se continuarmos a andar de carro, tarde ou cedo, o BRASIL e todos Nós pararemos. A Nos submeter às montadoras, novamente, estamos.

terça-feira, 17 de junho de 2014

POUCAS E HILÁRIAS PALAVRAS!

DUAS FRASES!
Acabo de chegar à conclusão de que ser DURO COMO UM COCO tem lá as suas vantagens.
O portal da UOL apresenta um DICIONÁRIO DE SIGLAS OU ACRÔNIMOS do carro moderno. Uma verdadeira SOPA DE LETRINHAS. Que vai do ABC, Active Body Control, ao ZEV, Zero Emission Vehicle, passando por pérolas como MPFI, Multipoint Fuel Injection, e KGFM, Quilograma-força Metro. EU, como ando somente de ÔNIBUS e VÃS, somente preciso memorizar SEIS letras. A saber, A.P.E.R.T.O.!

segunda-feira, 26 de maio de 2014

POUCAS E HILÁRIAS PALAVRAS!

DUAS FRASES!
Adorei a informação do portal do UOL, decretando a morte das PLACAS DE CARRO com a configuração atual, ou seja, TRÊS LETRAS e QUATRO ALGARISMOS no exíguo prazo de QUINZE anos.
Quem sabe até lá conseguirei juntar dinheiro para comprar um veículo. A placa, por certo, será DURO 0007!

quarta-feira, 7 de maio de 2014

DENTADAS NA CARNE!

YGHOR BHORIS. Filho. ASSESSOR. Matreiro.
Folclórico. Sardônico. FRASISTA!

A VENEZUELA NÃO é aqui.
Pois lá, em que pesem as Suas mazelas – quem NÃO as tem? –, MONTADORAS e GOVERNO sentaram-se à mesa para estipular uma MARGEM MÁXIMA de lucros.
Por aqui, Nossa ELITE e Nossos POLÍTICOS – perdão pelo inaceitável PLEONASMO! – sentam-se em LUXUOSOS CARROS e atropelam o POVO.
Nós, que estamos, de quaisquer processos, à MARGEM!

Gostou não?
Reclame com o Meu FILHO-CÃO!